Velho Testamento

XODO [1]
1 Ora, estes so os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito; entraram com Jac, cada um com a sua famlia:
2 Rben, Simeo, Levi, e Jud;
3 Issacar, Zebulom e Benjamim;
4 D e Naftali, Gade e Aser.
5 Todas as almas, pois, que procederam da coxa de Jac, foram setenta; Jos, porm, j estava no Egito.
6 Morreu, pois, Jos, e todos os seus irmos, e toda aquela gerao.
7 Depois os filhos de Israel frutificaram e aumentaram muito, multiplicaram-se e tornaram-se sobremaneira fortes, de modo que a 
terra se encheu deles.
8 Entrementes se levantou sobre o Egito um novo rei, que no conhecera a Jos.
9 Disse ele ao seu povo: Eis que o povo de Israel  mais numeroso e mais forte do que nos.
10 Eia, usemos de astcia para com ele, para que no se multiplique, e acontea que, vindo guerra, ele tambm se ajunte com os
nossos inimigos, e peleje contra ns e se retire da terra.
11 Portanto puseram sobre eles feitores, para os afligirem com suas cargas. Assim os israelitas edificaram para Fara cidades
armazns, Pitom e Ramesss.
12 Mas quanto mais os egpcios afligiam o povo de Israel, tanto mais este se multiplicava e se espalhava; de maneira que os egpcios
se enfadavam por causa dos filhos de Israel.
13 Por isso os egpcios faziam os filhos de Israel servir com dureza;
14 assim lhes amarguravam a vida com pesados servios em barro e em tijolos, e com toda sorte de trabalho no campo, enfim com 
todo o seu servio, em que os faziam servir com dureza.
15 Falou o rei do Egito s parteiras das hebrias, das quais uma se chamava Sifr e a outra Pu,
16 dizendo: Quando ajudardes no parto as hebrias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, mat-lo-eis; mas se for filha, viver.
17 As parteiras, porm, temeram a Deus e no fizeram como o rei do Egito lhes ordenara, antes conservavam os meninos com vida.
18 Pelo que o rei do Egito mandou chamar as parteiras e as interrogou: Por que tendes feito isto e guardado os meninos com vida?
19 Responderam as parteiras a Fara:  que as mulheres hebrias no so como as egpcias; pois so vigorosas, e j tm dado  luz 
antes que a parteira chegue a elas.
20 Portanto Deus fez bem s parteiras. E o povo se aumentou, e se fortaleceu muito.
21 Tambm aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, ele lhes estabeleceu as casas.
22 Ento ordenou Fara a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lanareis no rio, mas a todas as filhas guardareis 
com vida.
XODO [2]
1 Foi-se um homem da casa de Levi e casou com uma filha de Levi.
2 A mulher concebeu e deu  luz um filho; e, vendo que ele era formoso, escondeu-o trs meses.
3 No podendo, porm, escond-lo por mais tempo, tomou para ele uma arca de juncos, e a revestiu de betume e pez; e, pondo nela o
menino, colocou-a entre os juncos a margem do rio.
4 E sua irm postou-se de longe, para saber o que lhe aconteceria.
5 A filha de Fara desceu para banhar-se no rio, e as suas criadas passeavam  beira do rio. Vendo ela a arca no meio os juncos, 
mandou a sua criada busc-la.
6 E abrindo-a, viu a criana, e eis que o menino chorava; ento ela teve compaixo dele, e disse: Este  um dos filhos dos hebreus.
7 Ento a irm do menino perguntou  filha de Fara: Queres que eu te v chamar uma ama dentre as hebrias, para que crie este 
menino para ti?
8 Respondeu-lhe a filha de Fara: Vai. Foi, pois, a moa e chamou a me do menino.
9 Disse-lhe a filha de Fara: Leva este menino, e cria-mo; eu te darei o teu salrio. E a mulher tomou o menino e o criou.
10 Quando, pois, o menino era j grande, ela o trouxe  filha de Fara, a qual o adotou; e lhe chamou Moiss, dizendo: Porque das 
guas o tirei.
11 Ora, aconteceu naqueles dias que, sendo Moiss j homem, saiu a ter com seus irmos e atentou para as suas cargas; e viu um
egpcio que feria a um hebreu dentre, seus irmos.
12 Olhou para um lado e para outro, e vendo que no havia ningum ali, matou o egpcio e escondeu-o na areia.
13 Tornou a sair no dia seguinte, e eis que dois hebreus contendiam; e perguntou ao que fazia a injustia: Por que feres a teu prximo?
14 Respondeu ele: Quem te constituiu a ti prncipe e juiz sobre ns? Pensas tu matar-me, como mataste o egpcio? Temeu, pois, 
Moiss e disse: Certamente o negcio j foi descoberto.
15 E quando Fara soube disso, procurou matar a Moiss. Este, porm, fugiu da presena de Fara, e foi habitar na terra de Midi; e 
sentou-se junto a um poo.
16 O sacerdote de Midi tinha sete filhas, as quais vieram tirar gua, e encheram os tanques para dar de beber ao rebanho de seu pai.
17 Ento vieram os pastores, e as expulsaram dali; Moiss, porm, levantou-se e as defendeu, e deu de beber ao rebanho delas.
18 Quando elas voltaram a Reuel, seu pai, este lhes perguntou: como  que hoje voltastes to cedo?
19 Responderam elas: um egpcio nos livrou da mo dos pastores; e ainda tirou gua para ns e deu de beber ao rebanho.
20 E ele perguntou a suas filhas: Onde est ele; por que deixastes l o homem? chamai-o para que coma po.
21 Ento Moiss concordou em morar com aquele homem, o qual lhe deu sua filha Zpora.
22 E ela deu  luz um filho, a quem ele chamou Grson, porque disse: Peregrino sou em terra estrangeira.
23 No decorrer de muitos dias, morreu o rei do Egito; e os filhos de Israel gemiam debaixo da servido; pelo que clamaram, e subiu a 
Deus o seu clamor por causa dessa servido.
24 Ento Deus, ouvindo-lhes os gemidos, lembrou-se do seu pacto com Abrao, com Isaque e com Jac.
25 E atentou Deus para os filhos de Israel; e Deus os conheceu.
XODO [3]
1 Ora, Moiss estava apascentando o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midi; e levou o rebanho para trs do deserto, e chegou
a Horebe, o monte de Deus.
2 E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sara. Moiss olhou, e eis que a sara ardia no fogo, e a
sara no se consumia;
3 pelo que disse: Agora me virarei para l e verei esta maravilha, e por que a sara no se queima.
4 E vendo o Senhor que ele se virara para ver, chamou-o do meio da sara, e disse: Moiss, Moiss! Respondeu ele: Eis-me aqui.
5 Prosseguiu Deus: No te chegues para c; tira os sapatos dos ps; porque o lugar em que tu ests  terra santa.
6 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abrao, o Deus de Isaque, e o Deus de Jac. E Moiss escondeu o rosto, porque 
temeu olhar para Deus.
7 Ento disse o Senhor: Com efeito tenho visto a aflio do meu povo, que est no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos 
seus exatores, porque conheo os seus sofrimentos;
8 e desci para o livrar da mo dos egpcios, e para o fazer subir daquela terra para uma terra boa e espaosa, para uma terra que mana 
leite e mel; para o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu.
9 E agora, ei s que o clamor dos filhos de Israel  vindo a mim; e tambm tenho visto a opresso com que os egpcios os oprimem.
10 Agora, pois, vem e eu te enviarei a Fara, para que tireis do Egito o meu povo, os filhos de Israel.
11 Ento Moiss disse a Deus: Quem sou eu, para que v a Fara e tire do Egito os filhos de Israel?
12 Respondeu-lhe Deus: Certamente eu serei contigo; e isto te ser por sinal de que eu te enviei: Quando houveres tirado do Egito o 
meu povo, servireis a Deus neste monte.
13 Ento disse Moiss a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vs; e eles 
me perguntarem: Qual  o seu nome? Que lhes direi?
14 Respondeu Deus a Moiss: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirs aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vs.
15 E Deus disse mais a Moiss: Assim dirs aos filhos de Israel: O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abrao, o Deus de 
Isaque, e o Deus de Jac, me enviou a vs; este  o meu nome eternamente, e este  o meu memorial de gerao em gerao.
16 Vai, ajunta os ancios de Israel e dize-lhes: O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abrao, de Isaque e de Jac, apareceu-me, 
dizendo: certamente vos tenho visitado e visto o que vos tem sido feito no Egito;
17 e tenho dito: Far-vos-ei subir da aflio do Egito para a terra do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu, 
para uma terra que mana leite e mel.
18 E ouviro a tua voz; e ireis, tu e os ancios de Israel, ao rei do Egito, e dir-lhe-eis: O Senhor, o Deus dos hebreus, encontrou-nos. 
Agora, pois, deixa-nos ir caminho de trs dias para o deserto para que ofereamos sacrifcios ao Senhor nosso Deus.
19 Eu sei, porm, que o rei do Egito no vos deixar ir, a no ser por uma forte mo.
20 Portanto estenderei a minha mo, e ferirei o Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele. Depois vos deixar ir.
21 E eu darei graa a este povo aos olhos dos egpcios; e acontecer que, quando sairdes, no saireis vazios.
22 Porque cada mulher pedir  sua vizinha e  sua hspeda jias de prata e jias de ouro, bem como vestidos, os quais poreis sobre 
vossos filhos e sobre vossas filhas; assim despojareis os egpcios.
XODO [4]
1 Ento respondeu Moiss: Mas eis que no me crero, nem ouviro a minha voz, pois diro: O Senhor no te apareceu.
2 Ao que lhe perguntou o Senhor: Que  isso na tua mo. Disse Moiss: uma vara.
3 Ordenou-lhe o Senhor: Lana-a no cho. Ele a lanou no cho, e ela se tornou em cobra; e Moiss fugiu dela.
4 Ento disse o Senhor a Moiss: Estende a mo e pega-lhe pela cauda (estendeu ele a mo e lhe pegou, e ela se tornou em vara na sua 
mo);
5 para que eles creiam que te apareceu o Senhor, o Deus de seus pais, o Deus de Abrao, o Deus de Isaque e o Deus de Jac.
6 Disse-lhe mais o Senhor: Mete agora a mo no seio. E meteu a mo no seio. E quando a tirou, eis que a mo estava leprosa, branca 
como a neve.
7 Disse-lhe ainda: Torna a meter a mo no seio. (E tornou a meter a mo no seio; depois tirou-a do seio, e eis que se tornara como o 
restante da sua carne.)
8 E suceder que, se eles no te crerem, nem atentarem para o primeiro sinal, crero ao segundo sinal.
9 E se ainda no crerem a estes dois sinais, nem ouvirem a tua voz, ento tomars da gua do rio, e a derramars sobre a terra seca; e a 
gua que tomares do rio tornar-se- em sangue sobre a terra seca.
10 Ento disse Moiss ao Senhor: Ah, Senhor! eu no sou eloqente, nem o fui dantes, nem ainda depois que falaste ao teu servo; 
porque sou pesado de boca e pesado de lngua.
11 Ao que lhe replicou o Senhor: Quem faz a boca do homem? ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que v, ou o cego?. No sou eu, 
o Senhor?
12 Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hs de falar.
13 Ele, porm, respondeu: Ah, Senhor! envia, peo-te, por mo daquele a quem tu hs de enviar.
14 Ento se acendeu contra Moiss a ira do Senhor, e disse ele: No  Aro, o levita, teu irmo? eu sei que ele pode falar bem. Eis que 
ele tambm te sai ao encontro, e vendo-te, se alegrar em seu corao.
15 Tu, pois, lhe falars, e pors as palavras na sua boca; e eu serei com a tua boca e com a dele, e vos ensinarei o que haveis de fazer.
16 E ele falar por ti ao povo; assim ele te ser por boca, e tu lhe sers por Deus.
17 Tomars, pois, na tua mo esta vara, com que hs de fazer os sinais.
18 Ento partiu Moiss, e voltando para Jetro, seu sogro, disse-lhe: Deixa-me, peo-te, voltar a meus irmos, que esto no Egito, para 
ver se ainda vivem. Disse, pois, Jetro a Moiss: Vai-te em paz.
19 Disse tambm o Senhor a Moiss em Midi: Vai, volta para o Egito; porque morreram todos os que procuravam tirar-te a vida.
20 Tomou, pois, Moiss sua mulher e seus filhos, e os fez montar num jumento e tornou  terra do Egito; e Moiss levou a vara de 
Deus na sua mo.
21 Disse ainda o Senhor a Moiss: Quando voltares ao Egito, v que faas diante de Fara todas as maravilhas que tenho posto na tua 
mo; mas eu endurecerei o seu corao, e ele no deixar ir o povo.
22 Ento dirs a Fara: Assim diz o Senhor: Israel  meu filho, meu primognito;
23 e eu te tenho dito: Deixa ir: meu filho, para que me sirva. mas tu recusaste deix-lo ir; eis que eu matarei o teu filho, o teu 
primognito.
24 Ora, sucedeu no caminho, numa estalagem, que o Senhor o encontrou, e quis mat-lo.
25 Ento Zpora tomou uma faca de pedra, circuncidou o prepcio de seu filho e, lanando-o aos ps de Moiss, disse: Com efeito, s 
para mim um esposo sanguinrio.
26 O Senhor, pois, o deixou. Ela disse: Esposo sanguinrio, por causa da circunciso.
27 Disse o Senhor a Aro: Vai ao deserto, ao encontro de Moiss. E ele foi e, encontrando-o no monte de Deus, o beijou:
28 E relatou Moiss a Aro todas as palavras com que o Senhor o enviara e todos os sinais que lhe mandara.
29 Ento foram Moiss e Aro e ajuntaram todos os ancios dos filhos de Israel;
30 e Aro falou todas as palavras que o Senhor havia dito a Moiss e fez os sinais perante os olhos do povo.
31 E o povo creu; e quando ouviram que o Senhor havia visitado os filhos de Israel e que tinha visto a sua aflio, inclinaram-se, e 
adoraram.
XODO [5]
1 Depois foram Moiss e Aro e disseram a Fara: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre 
uma festa no deserto.
2 Mas Fara respondeu: Quem  o Senhor, para que eu oua a sua voz para deixar ir Israel? No conheo o Senhor, nem tampouco 
deixarei ir Israel.
3 Ento eles ainda falaram: O Deus dos hebreus nos encontrou; portanto deixa-nos, pedimos-te, ir caminho de trs dias ao deserto, e 
oferecer sacrifcios ao Senhor nosso Deus, para que ele no venha sobre ns com pestilncia ou com espada.
4 Respondeu-lhes de novo o rei do Egito: Moiss e Aro, por que fazeis o povo cessar das suas obras? Ide s vossas cargas.
5 Disse mais Fara: Eis que o povo da terra j  muito, e vs os fazeis abandonar as suas cargas.
6 Naquele mesmo dia Fara deu ordem aos exatores do povo e aos seus oficiais, dizendo:
7 No tornareis a dar, como dantes, palha ao povo, para fazer tijolos; vo eles mesmos, e colham palha para si.
8 Tambm lhes imporeis a conta dos tijolos que dantes faziam; nada diminuireis dela; porque eles esto ociosos; por isso clamam, 
dizendo: Vamos, sacrifiquemos ao nosso Deus.
9 Agrave-se o servio sobre esses homens, para que se ocupem nele e no dem ouvidos a palavras mentirosas.
10 Ento saram os exatores do povo e seus oficiais, e disseram ao povo: Assim diz Fara: Eu no vos darei palha;
11 ide vs mesmos, e tomai palha de onde puderdes ach-la; porque nada se diminuir de vosso servio.
12 Ento o povo se espalhou por toda parte do Egito a colher restolho em lugar de palha.
13 E os exatores os apertavam, dizendo: Acabai a vossa obra, a tarefa do dia no seu dia, como quando havia palha.
14 E foram aoitados os oficiais dos filhos de Israel, postos sobre eles pelos exatores de Fara, que reclamavam: Por que no 
acabastes nem ontem nem hoje a vossa tarefa, fazendo tijolos como dantes?
15 Pelo que os oficiais dos filhos de Israel foram e clamaram a Fara, dizendo: Porque tratas assim a teus servos?
16 Palha no se d a teus servos, e nos dizem: Fazei tijolos; e eis que teus servos so aoitados; porm o teu povo  que tem a culpa.
17 Mas ele respondeu: Estais ociosos, estais ociosos; por isso dizeis: vamos, sacrifiquemos ao Senhor.
18 Portanto, ide, trabalhai; palha, porm, no se vos dar; todavia, dareis a conta dos tijolos.
19 Ento os oficiais dos filhos de Israel viram-se em aperto, porquanto se lhes dizia: Nada diminuireis dos vossos tijolos, da tarefa do 
dia no seu dia.
20 Ao sarem da presena de Fara depararam com Moiss e Aro que vinham ao encontro deles,
21 e disseram-lhes: Olhe o Senhor para vs, e julgue isso, porquanto fizestes o nosso caso repelente diante de Fara e diante de seus 
servos, metendo-lhes nas mos uma espada para nos matar.
22 Ento, tornando-se Moiss ao Senhor, disse: Senhor! por que trataste mal a este povo? por que me enviaste?
23 Pois desde que me apresentei a Fara para falar em teu nome, ele tem maltratado a este povo; e de nenhum modo tens livrado o teu 
povo.
XODO [6]
1 Ento disse o Senhor a Moiss: Agora vers o que hei de fazer a Fara; pois por uma poderosa mo os deixar ir, sim, por uma
poderosa mo os lanar de sua terra.
2 Falou mais Deus a Moiss, e disse-lhe: Eu sou Jeov.
3 Apareci a Abrao, a Isaque e a Jac, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome Jeov, no lhes fui conhecido.
4 Estabeleci o meu pacto com eles para lhes dar a terra de Cana, a terra de suas peregrinaes, na qual foram peregrinos.
5 Ademais, tenho ouvido o gemer dos filhos de Israel, aos quais os egpcios vm escravizando; e lembrei-me do meu pacto.
6 Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou Jeov; eu vos tirarei de debaixo das cargas dos egpcios, livrar-vos-ei da sua servido, e 
vos resgatarei com brao estendido e com grandes juzos.
7 Eu vos tomarei por meu povo e serei vosso Deus; e vs sabereis que eu sou Jeov vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas 
dos egpcios.
8 Eu vos introduzirei na terra que jurei dar a Abrao, a Isaque e a Jac; e vo-la darei por herana. Eu sou Jeov.
9 Assim falou Moiss aos filhos de Israel, mas eles no lhe deram ouvidos, por causa da angstia de esprito e da dura servido.
10 Falou mais o Senhor a Moiss, dizendo:
11 Vai, fala a Fara, rei do Egito, que deixe sair os filhos de Israel da sua terra.
12 Moiss, porm, respondeu perante o Senhor, dizendo: Eis que os filhos de Israel no me tm ouvido: como, pois, me ouvir Fara 
a mim, que sou incircunciso de lbios?
13 Todavia o Senhor falou a Moiss e a Aro, e deu-lhes mandamento para os filhos de Israel, e para Fara, rei do Egito, a fim de 
tirarem os filhos de Israel da terra do Egito..
14 Estes so os cabeas das casas de seus pais: Os filhos de Rben o primognito de Israel: Hanoque e Palu, Hezrom e Carmi; estas 
so as famlias de Rben.
15 E os filhos de Simeo: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma canania; estas so as famlias de Simeo.
16 E estes so os nomes dos filhos de Levi, segundo as suas geraes: Grson, Coate e Merri; e os anos da vida de Levi foram cento 
e trinta e sete anos.
17 Os filhos de Grson: Lbni e Simei, segundo as suas famlias.
18 Os filhos de Coate: Anro, Izar, Hebrom e Uziel; e os anos da vida de Coate foram cento e trinta e trs anos.
19 Os filhos de Merri: Mali e Musi; estas so as famlias de Levi, segundo as suas geraes.
20 Ora, Anro tomou por mulher a Joquebede, sua tia; e ela lhe deu Aro e Moiss; e os anos da vida de Anro foram cento e trinta e 
sete anos.
21 Os filhos de Izar: Cor, Nofegue e Zicri.
22 Os filhos de Uziel: Misael, Elzaf e Sitri.
23 Aro tomou por mulher a Eliseba, filha de Aminadabe, irm de Nasom; e ela lhe deu Nadabe, Abi, Eleazar e Itamar.
24 Os filhos de Cor: Assir, Elcana e Abiasafe; estas so as famlias dos coratas.
25 Eleazar, filho de Aro, tomou por mulher uma das filhas de Putiel; e ela lhe deu Finias; estes so os chefes das casa, paternas dos 
levitas, segundo as suas famlias.
26 Estes so Aro e Moiss, aos quais o Senhor disse: Tirai os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exrcitos.
27 Foram eles os que falaram a Fara, rei do Egito, a fim de tirarem do Egito os filhos de Israel; este Moiss e este Aro.
28 No dia em que o Senhor falou a Moiss na terra do Egito,
29 disse o Senhor a Moiss: Eu sou Jeov; dize a Fara, rei do Egito, tudo quanto eu te digo.
30 Respondeu Moiss perante o Senhor: Eis que eu sou incircunciso de lbios; como, pois, me ouvir Fara;
XODO [7]
1 Ento disse o Senhor a Moiss: Eis que te tenho posto como Deus a Fara, e Aro, teu irmo, ser o teu profeta.
2 Tu falars tudo o que eu te mandar; e Aro, teu irmo, falar a Fara, que deixe ir os filhos de Israel da sua terra.
3 Eu, porm, endurecerei o corao de Fara e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas.
4 Mas Fara no vos ouvir; e eu porei minha mo sobre o Egito, e tirarei os meus exrcitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra 
do Egito, com grandes juzos.
5 E os egpcios sabero que eu sou o Senhor, quando estender a minha mo sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles.
6 Assim fizeram Moiss e Aro; como o Senhor lhes ordenara, assim fizeram.
7 Tinha Moiss oitenta anos, e Aro oitenta e trs, quando falaram a Fara.
8 Falou, pois, o Senhor a Moiss e Aro:
9 Quando Fara vos disser: Apresentai da vossa parte algum milagre; dirs a Aro: Toma a tua vara, e lana-a diante de Fara, para 
que se torne em serpente.
10 Ento Moiss e Aro foram ter com Fara, e fizeram assim como o Senhor ordenara. Aro lanou a sua vara diante de Fara e 
diante dos seus servos, e ela se tornou em serpente.
11 Fara tambm mandou vir os sbios e encantadores; e eles, os magos do Egito, tambm fizeram o mesmo com os seus 
encantamentos.
12 Pois cada um deles lanou a sua vara, e elas se tornaram em serpentes; mas a vara de Aro tragou as varas deles.
13 Endureceu-se, porm, o corao de Fara, e ele no os ouviu, como o Senhor tinha dito.
14 Ento disse o Senhor a Moiss: Obstinou-se o corao de Fara; ele recusa deixar ir o povo.
15 Vai ter com Fara pela manh; eis que ele sair s guas; pr-te-s  beira do rio para o encontrar, e tomars na mo a vara que se 
tomou em serpente.
16 E lhe dirs: O Senhor, o Deus dos hebreus, enviou-me a ti para dizer-te: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porm 
eis que at agora no o tens ouvido.
17 Assim diz o Senhor: Nisto sabers que eu sou o Senhor: Eis que eu, com esta vara que tenho na mo, ferirei as guas que esto no 
rio, e elas se tornaro em sangue.
18 E os peixes que esto no rio morrero, e o rio cheirar mal; e os egpcios tero nojo de beber da gua do rio.
19 Disse mais o Senhor a Moiss: Dize a Aro: Toma a tua vara, e estende a mo sobre as guas do Egito, sobre as suas correntes, 
sobre os seus rios, e sobre as suas lagoas e sobre todas as suas guas empoadas, para que se tornem em sangue; e haver sangue por 
toda a terra do Egito, assim nos vasos de madeira como nos de pedra.
20 Fizeram Moiss e Aro como lhes ordenara o Senhor; Aro, levantando a vara, feriu as guas que estavam no rio, diante dos olhos 
de Fara, e diante dos olhos de seus servos; e todas as guas do rio se tornaram em sangue.
21 De modo que os peixes que estavam no rio morreram, e o rio cheirou mal, e os egpcios no podiam beber da gua do rio; e houve 
sangue por toda a terra do Egito.
22 Mas o mesmo fizeram tambm os magos do Egito com os seus encantamentos; de maneira que o corao de Fara se endureceu, e 
no os ouviu, como o Senhor tinha dito.
23 Virou-se Fara e entrou em sua casa, e nem ainda a isto tomou a srio.
24 Todos os egpcios, pois, cavaram junto ao rio, para achar gua que beber; porquanto no podiam beber da gua do rio.
25 Assim se passaram sete dias, depois que o Senhor ferira o rio.
XODO [8]
1 Ento disse o Senhor a Moiss: Vai a Fara, e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.
2 Mas se recusares deix-lo ir, eis que ferirei com rs todos os teus termos.
3 O rio produzir rs em abundncia, que subiro e viro  tua casa, e ao teu dormitrio, e sobre a tua cama, e s casas dos teus servos, 
e sobre o teu povo, e aos teus fornos, e s tuas amassadeiras.
4 Sim, as rs subiro sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre todos os teus servos.
5 Disse mais o Senhor a Moiss: Dize a Aro: Estende a tua mo com a vara sobre as correntes, e sobre os rios, e sobre as lagoas, e 
faze subir rs sobre a terra do Egito.
6 Aro, pois, estendeu a mo sobre as guas do Egito, e subiram rs, que cobriram a terra do Egito.
7 Ento os magos fizeram o mesmo com os seus encantamentos, e fizeram subir rs sobre a terra do Egito.
8 Chamou, pois, Fara a Moiss e a Aro, e disse: Rogai ao Senhor que tire as rs de mim e do meu povo; depois deixarei ir o povo, 
para que oferea sacrifcios ao Senhor.
9 Respondeu Moiss a Fara: Digna-te dizer-me quando  que hei de rogar por ti, e pelos teus servos, e por teu povo, para tirar as rs 
de ti, e das tuas casas, de sorte que fiquem somente no rio?.
10 Disse Fara: Amanh. E Moiss disse: Seja conforme a tua palavra, para que saibas que ningum h como o Senhor nosso Deus.
11 As rs, pois, se apartaro de ti, e das tuas casas, e dos teus servos, e do teu povo; ficaro somente no rio.
12 Ento saram Moiss e Aro da presena de Fara; e Moiss clamou ao Senhor por causa das rs que tinha trazido sobre Fara.
13 O Senhor, pois, fez conforme a palavra de Moiss; e as rs morreram nas casas, nos ptios, e nos campos.
14 E ajuntaram-nas em montes, e a terra, cheirou mal.
15 Mas vendo Fara que havia descanso, endureceu o seu corao, e no os ouviu, como o Senhor tinha dito.
16 Disse mais o Senhor a Moiss: Dize a Aro: Estende a tua vara, e fere o p da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra 
do Egito.
17 E assim fizeram. Aro estendeu a sua mo com a vara, e feriu o p da terra, e houve piolhos nos homens e nos animais; todo o p 
da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egito.
18 Tambm os magos fizeram assim com os seus encantamentos para produzirem piolhos, mas no puderam. E havia piolhos, nos 
homens e nos animais.
19 Ento disseram os magos a Fara: Isto  o dedo de Deus. No entanto o corao de Fara se endureceu, e no os ouvia, como o 
Senhor tinha dito:.
20 Disse mais o Senhor a Moiss: levanta-te pela manh cedo e pe-te diante de Fara:; eis que ele sair s guas; e dize-lhe: Assim 
diz o Senhor: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.
21 Porque se no deixares ir o meu povo., eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e 
nas tuas casas; e as casas dos egpcios se enchero destes enxames, bem como a terra em que eles estiverem.
22 Mas naquele dia separarei a terra de Gsem em que o meu povo habita, a fim de que nela no haja enxames de moscas, para que 
saibas que eu sou o Senhor no meio desta terra.
23 Assim farei distino entre o meu povo e o teu povo; amanh se far este milagre.
24 O Senhor, pois, assim fez. Entraram grandes enxames de moscas na casa de Fara e nas casas dos seus servos; e em toda parte do 
Egito a terra foi assolada pelos enxames de moscas.
25 Ento chamou Fara a Moiss e a Aro, e disse: Ide, e oferecei sacrifcios ao vosso Deus nesta terra.
26 Respondeu Moiss: No convm que assim se faa, porque  abominao aos egpcios o que havemos de oferecer ao Senhor nosso 
Deus. Sacrificando ns a abominao dos egpcios perante os seus olhos, no nos apedrejaro eles?
27 Havemos de ir caminho de trs dias ao deserto, para que ofereamos sacrifcios ao Senhor nosso Deus, como ele nos ordenar.
28 Ento disse Fara: Eu vos deixarei ir, para que ofereais sacrifcios ao Senhor vosso Deus no deserto; somente no ireis muito 
longe; e orai por mim.
29 Respondeu Moiss: Eis que saio da tua presena e orarei ao Senhor, que estes enxames de moscas se apartem amanh de Fara, 
dos seus servos, e do seu povo; somente no torne mais Fara a proceder dolosamente, no deixando ir o povo para oferecer 
sacrifcios ao Senhor.
30 Ento saiu Moiss da presena de Fara, e orou ao Senhor.
31 E fez o Senhor conforme a palavra de Moiss, e apartou os enxames de moscas de Fara, dos seus servos, e do seu povo; no ficou 
uma sequer.
32 Mas endureceu Fara ainda esta vez o seu corao, e no deixou ir o povo.
XODO [9]
1 Depois o Senhor disse a Moiss: Vai a Fara e dize-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me 
sirva.
2 Porque, se recusares deix-los ir, e ainda os retiveres,
3 eis que a mo do Senhor ser sobre teu gado, que est no campo: sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os 
bois e sobre as ovelhas; haver uma pestilncia muito grave.
4 Mas o Senhor far distino entre o gado de Israel e o gado do Egito; e no morrer nada de tudo o que pertence aos filhos de Israel.
5 E o Senhor assinalou certo tempo, dizendo: Amanh far o Senhor isto na terra.
6 Fez, pois, o Senhor isso no dia seguinte; e todo gado dos egpcios morreu; porm do gado dos filhos de Israel no morreu nenhum.
7 E Fara mandou ver, e eis que do gado dos israelitas no morrera sequer um. Mas o corao de Fara se obstinou, e no deixou ir o 
povo.
8 Ento disse o Senhor a Moiss e a Aro: Tomai mancheias de cinza do forno, e Moiss a espalhe para o cu diante dos olhos de 
Fara;
9 e ela se tornar em p fino sobre toda a terra do Egito, e haver tumores que arrebentaro em lceras nos homens e no gado, por 
toda a terra do Egito.
10 E eles tomaram cinza do forno, e apresentaram-se diante de Fara; e Moiss a espalhou para o cu, e ela se tomou em tumores que 
arrebentavam em lceras nos homens e no gado.
11 Os magos no podiam manter-se diante de Moiss, por causa dos tumores; porque havia tumores nos magos, e em todos os 
egpcios.
12 Mas o Senhor endureceu o corao de Fara, e este no os ouviu, como o Senhor tinha dito a Moiss.
13 Ento disse o Senhor a Moiss: Levanta-te pela manh cedo, pe-te diante de Fara, e dize-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos 
hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva;
14 porque desta vez enviarei todas as a minhas pragas sobre o teu corao, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas 
que no h outro como eu em toda a terra.
15 Agora, por pouco, teria eu estendido a mo e ferido a ti e ao teu povo com pestilncia, e tu terias sido destrudo da terra;
16 mas, na verdade, para isso te hei mantido com vida, para te mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a 
terra.
17 Tu ainda te exaltas contra o meu povo, no o deixando ir?
18 Eis que amanh, por este tempo, s farei chover saraiva to grave qual nunca houve no Egito, desde o dia em que foi fundado at 
agora.
19 Agora, pois, manda recolher o teu gado e tudo o que tens no campo; porque sobre todo homem e animal que se acharem no campo, 
e no se recolherem  casa, cair a saraiva, e morrero.
20 Quem dos servos de Fara temia a o palavra do Senhor, fez Fugir os seus servos e o seu gado para as casas;
21 mas aquele que no se importava com a palavra do Senhor, deixou os seus servos e o seu gado no campo.
22 Ento disse o Senhor a Moiss: Estende a tua mo para o cu, para que caia saraiva em toda a terra do Egito, sobre os homens e 
sobre os animais, e sobre toda a erva do campo na terra do Egito.
23 E Moiss estendeu a sua vara para o cu, e o Senhor enviou troves e saraiva, e fogo desceu  terra; e o Senhor fez chover saraiva 
sobre a terra do Egito.
24 Havia, pois, saraiva misturada com fogo, saraiva to grave qual nunca houvera em toda a terra do Egito, desde que veio a ser uma 
nao.
25 E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, tanto homens como animais; feriu tambm toda erva do 
campo, e quebrou todas as rvores do campo.
26 Somente na terra de Gsem onde se achavam os filhos de Israel, no houve saraiva.
27 Ento Fara mandou chamar Moiss e Aro, e disse-lhes: Esta vez pequei; o Senhor  justo, mas eu e o meu povo somos a mpios.
28 Orai ao Senhor; pois j bastam estes troves da parte de Deus e esta saraiva; eu vos deixarei ir, e no permanecereis mais, aqui.
29 Respondeu-lhe Moiss: Logo que eu tiver sado da cidade estenderei minhas mos ao Senhor; os troves cessaro, e no haver, 
mais saraiva, para que saibas que a terra  do Senhor.
30 Todavia, quanto a ti e aos teus servos, eu sei que ainda no temereis diante do Senhor Deus.
31 Ora, o linho e a cevada foram danificados, porque a cevada j estava na espiga, e o linho em flor;
32 mas no foram danificados o trigo e a espelta, porque no estavam crescidos.
33 Saiu, pois, Moiss da cidade, da presena de Fara, e estendeu as mos ao Senhor; e cessaram os troves e a saraiva, e a chuva no 
caiu mais sobre a terra.
34 Vendo Fara que a chuva, a saraiva e os troves tinham cessado, continuou a pecar, e endureceu o seu corao, ele e os seus 
servos.
35 Assim, o corao de Fara se endureceu, e no deixou ir os filhos de Israel, como o Senhor tinha dito por Moiss.
XODO [10]
1 Depois disse o Senhor a Moiss: vai a Fara; porque tenho endurecido o seu corao, e o corao de seus servos, para manifestar 
estes meus sinais no meio deles,
2 e para que contes aos teus filhos, e aos filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito, e os meus sinais que operei entre eles; para 
que vs saibais que eu sou o Senhor.
3 Foram, pois, Moiss e Aro a Fara, e disseram-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: At quando recusars humilhar-te 
diante de mim? Deixa ir o meu povo, para que me sirva;
4 mas se tu recusares deixar ir o meu povo, eis que amanh trarei gafanhotos aos teus termos;
5 e eles cobriro a face da terra, de sorte que no se poder ver a terra e comero o resto do que escapou, o que vos ficou da saraiva; 
tambm comero toda rvore que vos cresce no campo;
6 e enchero as tuas casas, as casas de todos os teus servos e as casas de todos os egpcios, como nunca viram teus pais nem os pais de 
teus pais, desde o dia em que apareceram na terra at o dia de hoje. E virou-se, e saiu da presena de Fara.
7 Ento os servos de Fara lhe disseram: At quando este homem nos h de ser por lao? deixa ir os homens, para que sirvam ao 
Senhor seu Deus; porventura no sabes ainda que o Egito est destrudo?
8 Pelo que Moiss e Aro foram levados outra vez a Fara, e ele lhes disse: Ide, servi ao Senhor vosso Deus. Mas quais so os que 
ho de ir?
9 Respondeu-lhe Moiss: Havemos de ir com os nossos jovens e com os nossos velhos; com os nossos filhos e com as nossas filhas, 
com os nossos rebanhos e com o nosso gado havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao Senhor.
10 Replicou-lhes Fara: Seja o Senhor convosco, se eu vos deixar ir a vs e a vossos pequeninos! Olhai, porque h mal diante de vs.
11 No ser assim; agora, ide vs, os homens, e servi ao Senhor, pois isso  o que pedistes: E foram expulsos da presena de Fara.
12 Ento disse o Senhor a Moiss: Quanto aos gafanhotos, estende a tua mo sobre a terra do Egito, para que venham eles sobre a 
terra do Egito e comam toda erva da terra, tudo o que deixou a saraiva.
13 Ento estendeu Moiss sua vara sobre a terra do Egito, e o Senhor trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda 
aquela noite; e, quando amanheceu, o vento oriental trouxe os gafanhotos.
14 Subiram, pois, os gafanhotos sobre toda a terra do Egito e pousaram sobre todos os seus termos; to numerosos foram, que antes 
destes nunca houve tantos, nem depois deles haver.
15 Pois cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; e comeram toda a erva da terra e todo o fruto das rvores, 
que deixara a saraiva; nada verde ficou, nem de rvore nem de erva do campo, por toda a terra do Egito.
16 Ento Fara mandou apressadamente chamar Moiss e Aro, e lhes disse: Pequei contra o Senhor vosso Deus, e contra vs.
17 Agora: pois, perdoai-me peo-vos somente esta vez o meu pecado, e orai ao Senhor vosso Deus que tire de mim mais esta morte.
18 Saiu, pois, Moiss da presena de Fara, e orou ao Senhor.
19 Ento o Senhor trouxe um vento ocidental fortssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lanou no Mar Vermelho; no ficou um 
s gafanhoto em todos os termos do Egito.
20 O Senhor, porm, endureceu o corao de Fara, e este no deixou ir os filhos de Israel.
21 Ento disse o Senhor a Moiss: Estende a mo para o cu, para que haja trevas sobre a terra do Egito, trevas que se possam 
apalpar.
22 Estendeu, pois, Moiss a mo para o cu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por trs dias.
23 No se viram uns aos outros, e ningum se levantou do seu lugar por trs dias; mas para todos os filhos de Israel havia luz nas suas 
habitaes.
24 Ento mandou Fara chamar Moiss, e disse: Ide, servi ao Senhor; somente fiquem os vossos rebanhos e o vosso gado; mas vo 
juntamente convosco os vossos pequeninos.
25 Moiss, porm, disse: Tu tambm nos tens de dar nas mos sacrifcios e holocaustos, para que possamos oferecer sacrifcios ao 
Senhor nosso Deus.
26 E tambm o nosso gado h de ir conosco; nem uma unha ficar; porque dele havemos de tomar para servir ao Senhor nosso Deus; 
porque no sabemos com que havemos de servir ao Senhor, at que cheguemos l.
27 O Senhor, porm, endureceu o corao de Fara, e este no os quis deixar ir:
28 Disse, pois, Fara a Moiss: Retira-te de mim, guarda-te que no mais vejas o meu rosto; porque no dia em que me vires o rosto 
morrers.
29 Respondeu Moiss: Disseste bem; eu nunca mais verei o teu rosto.
XODO [11]
1 Disse o Senhor a Moiss: Ainda mais uma praga trarei sobre Fara, e sobre o Egito; depois ele vos deixar ir daqui; e, deixando vos 
ir a todos, com efeito vos expulsar daqui.
2 Fala agora aos ouvidos do povo, que cada homem pea ao seu vizinho, e cada mulher  sua vizinha, jias de prata e jias de ouro.
3 E o Senhor deu ao povo graa aos olhos dos egpcios. Alm disso o varo Moiss era mui grande na terra do Egito, aos olhos dos 
servos de Fara e aos olhos do povo.
4 Depois disse Moiss a Fara: Assim diz o Senhor:  meia-noite eu sairei pelo meio do Egito;
5 e todos os primognitos na terra do Egito morrero, desde o primognito de Fara, que se assenta sobre o seu trono, at o 
primognito da serva que est detrs da m, e todos os primognitos dos animais.
6 Pelo que haver grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve nem haver jamais.
7 Mas contra os filhos de Israel nem mesmo um co mover a sua lngua, nem contra homem nem contra animal; para que saibais que 
o Senhor faz distino entre os egpcios e os filhos de Israel.
8 Ento todos estes teus servos descero a mim, e se inclinaro diante de mim, dizendo: Sai tu, e todo o povo que te segue as pisadas. 
Depois disso eu sairei. E Moiss saiu da presena de Fara ardendo em ira.
9 Pois o Senhor dissera a Moiss: Fara no vos ouvir, para que as minhas maravilhas se multipliquem na terra do Egito.
10 E Moiss e Aro fizeram todas estas maravilhas diante de Fara; mas o Senhor endureceu o corao de Fara, que no deixou ir da 
sua terra os filhos de Israel.
XODO [12]
1 Ora, o Senhor falou a Moiss e a Aro na terra do Egito, dizendo:
2 Este ms ser para vs o princpio dos meses; este vos ser o primeiro dos meses do ano.
3 Falai a toda a congregao de Israel, dizendo: Ao dcimo dia deste ms tomar cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos 
pais, um cordeiro para cada famlia.
4 Mas se a famlia for pequena demais para um cordeiro, tom-lo- juntamente com o vizinho mais prximo de sua casa, conforme o 
nmero de almas; conforme ao comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro.
5 O cordeiro, ou cabrito, ser sem defeito, macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras,
6 e o guardareis at o dcimo quarto dia deste ms; e toda a assemblia da congregao de Israel o matar  tardinha:
7 Tomaro do sangue, e p-lo-o em ambos os umbrais e na verga da porta, nas casas em que o comerem.
8 E naquela noite comero a carne assada ao fogo, com pes zimos; com ervas amargosas a comero.
9 No comereis dele cru, nem cozido em gua, mas sim assado ao fogo; a sua cabea com as suas pernas e com a sua fressura.
10 Nada dele deixareis at pela manh; mas o que dele ficar at pela manh, queim-lo-eis no fogo.
11 Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos ps, e o vosso cajado na mo; e o comereis 
apressadamente; esta  a pscoa do Senhor.
12 Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os primognitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos 
animais; e sobre todos os deuses do Egito executarei juzos; eu sou o Senhor.
13 Mas o sangue vos ser por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu o sangue, passarei por cima de vs, e no haver entre vs 
praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito. :
14 E este dia vos ser por memorial, e celebr-lo-eis por festa ao Senhor; atravs das vossas geraes o celebrareis por estatuto 
perptuo.
15 Por sete dias comereis pes zimos; logo ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas, porque qualquer que comer po 
levedado, entre o primeiro e o stimo dia, esse ser cortado de Israel.
16 E ao primeiro dia haver uma santa convocao; tambm ao stimo dia tereis uma santa convocao; neles no se far trabalho 
algum, seno o que diz respeito ao que cada um houver de comer; somente isso poder ser feito por vs.
17 Guardareis, pois, a festa dos pes zimos, porque nesse mesmo dia tirei vossos exrcitos da terra do Egito; pelo que guardareis este 
dia atravs das vossas geraes por estatuto perptuo.
18 No primeiro ms, aos catorze dias do ms,  tarde, comereis pes zimos at vinte e um do ms  tarde.
19 Por sete dias no se ache fermento algum nas vossas casas; porque qualquer que comer po levedado, esse ser cortado da 
congregao de Israel, tanto o peregrino como o natural da terra.
20 Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitaes comereis pes zimos.
21 Chamou, pois, Moiss todos os ancios de Israel, e disse-lhes: Ide e tomai-vos cordeiros segundo as vossas famlias, e imolai a 
pscoa.
22 Ento tomareis um molho de hissopo, embeb-lo-eis no sangue que estiver na bacia e marcareis com ele a verga da porta e os dois 
umbrais; mas nenhum de vs sair da porta da sua casa at pela manh.
23 Porque o Senhor passar para ferir aos egpcios; e, ao ver o sangue na verga da porta e em ambos os umbrais, o Senhor passar 
aquela porta, e no deixar o destruidor entrar em vossas casas para vos ferir.
24 Portanto guardareis isto por estatuto para vs e para vossos filhos, para sempre.
25 Quando, pois, tiverdes entrado na terra que o Senhor vos dar, como tem prometido, guardareis este culto.
26 E quando vossos filhos vos perguntarem: Que quereis dizer com este culto?
27 Respondereis: Este  o sacrifcio da pscoa do Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egpcios, 
e livrou as nossas casas. Ento o povo inclinou-se e adorou.
28 E foram os filhos de Israel, e fizeram isso; como o Senhor ordenara a Moiss e a Aro, assim fizeram.
29 E aconteceu que  meia-noite o Senhor feriu todos os primognitos na terra do Egito, desde o primognito de Fara, que se 
assentava em seu trono, at o primognito do cativo que estava no crcere, e todos os primognitos dos animais.
30 E Fara levantou-se de noite, ele e todos os seus servos, e todos os egpcios; e fez-se grande clamor no Egito, porque no havia 
casa em que no houvesse um morto.
31 Ento Fara chamou Moiss e Aro de noite, e disse: Levantai-vos, sa do meio do meu povo, tanto vs como os filhos de Israel; e 
ide servir ao Senhor, como tendes dito.
32 Levai tambm convosco os vossos rebanhos e o vosso gado, como tendes dito; e ide, e abenoai-me tambm a mim.
33 E os egpcios apertavam ao povo, e apressando-se por lan-los da terra; porque diziam: Estamos todos mortos.
34 Ao que o povo tomou a massa, antes que ela levedasse, e as amassadeiras atadas e em seus vestidos, sobre os ombros.
35 Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moiss, e pediram aos egpcios jias de prata, e jias de ouro, e vestidos.
36 E o Senhor deu ao povo graa aos olhos dos egpcios, de modo que estes lhe davam o que pedia; e despojaram aos egpcios.
37 Assim viajaram os filhos de Israel de a Ramesss a Sucote, cerca de seiscentos mil homens de p, sem contar as crianas.
38 Tambm subiu com eles uma grande mistura de gente; e, em rebanhos e manadas, uma grande quantidade de gado.
39 E cozeram bolos zimos da massa que levaram do Egito, porque ela no se tinha levedado, porquanto foram lanados do Egito; e 
no puderam deter-se, nem haviam preparado comida.
40 Ora, o tempo que os filhos de Israel moraram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos.
41 E aconteceu que, ao fim de quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exrcitos do Senhor saram da terra do Egito.
42 Esta  uma noite que se deve guardar ao Senhor, porque os tirou da terra do Egito; esta  a noite do Senhor, que deve ser guardada 
por todos os filhos de Israel atravs das suas geraes.
43 Disse mais o Senhor a Moiss e a Aro: Esta  a ordenana da pscoa; nenhum, estrangeiro comer dela;
44 mas todo escravo comprado por dinheiro, depois que o houveres circuncidado, comer dela.
45 O forasteiro e o assalariado no comero dela.
46 Numa s casa se comer o cordeiro; no levareis daquela carne fora da casa nem lhe quebrareis osso algum.
47 Toda a congregao de Israel a observar.
48 Quando, porm, algum estrangeiro peregrinar entre vs e quiser celebrar a pscoa ao Senhor, circuncidem-se todos os seus vares;
ento se chegar e a celebrar, e ser como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comer dela.
49 Haver uma mesma lei para o natural e para o estrangeiro que peregrinar entre vs.
50 Assim, pois, fizeram todos os filhos de Israel; como o Senhor ordenara a Moiss e a Aro, assim fizeram.
51 E naquele mesmo dia o Senhor tirou os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exrcitos.
XODO [13]
1 Ento falou o Senhor a Moiss, dizendo:
2 Santifica-me todo primognito, todo o que abrir a madre de sua me entre os filhos de Israel, assim de homens como de animais; 
porque meu .
3 E Moiss disse ao povo: Lembrai-vos deste dia, em que sastes do Egito, da casa da servido; pois com mo forte o Senhor vos tirou 
daqui; portanto no se comer po levedado.
4 Hoje, no ms de abibe, vs sas.
5 Quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, que ele jurou a 
teus pais que te daria, terra que mana leite e mel, guardars este culto neste ms.
6 Sete dias comers pes zimos, e ao stimo dia haver uma festa ao Senhor.
7 Sete dias se comero pes zimos, e o levedado no se ver contigo, nem ainda fermento ser visto em todos os teus termos.
8 Naquele dia contars a teu filho, dizendo: Isto  por causa do que o Senhor me fez, quando eu sa do Egito;
9 e te ser por sinal sobre tua mo e por memorial entre teus olhos, para que a lei do Senhor esteja em tua boca; porquanto com mo 
forte o Senhor te tirou do Egito.
10 Portanto guardars este estatuto a seu tempo, de ano em ano.
11 Tambm quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, como jurou a ti e a teus pais, quando te houver dado,
12 separars para o Senhor tudo o que abrir a madre, at mesmo todo primognito dos teus animais; os machos sero do Senhor.
13 Mas todo primognito de jumenta resgatars com um cordeiro; e, se o no quiseres resgatar, quebrar-lhe-s a cerviz:; e todo 
primognito do homem entre teus filhos resgatars.
14 E quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que  isto? responder-lhe-s: O Senhor, com mo forte, nos tirou do Egito, da 
casa da servido.
15 Porque sucedeu que, endurecendo-se Fara, para no nos deixar ir, o Senhor matou todos os primognitos na terra do Egito, tanto 
os primognitos dos homens como os primognitos dos animais; por isso eu sacrifico ao Senhor todos os primognitos, sendo 
machos; mas a todo primognito de meus filhos eu resgato.
16 E isto ser por sinal sobre tua mo, e por frontais entre os teus olhos, porque o Senhor, com mo forte, nos tirou do Egito.
17 Ora, quando Fara deixou ir o povo, Deus no o conduziu pelo caminho da terra dos filisteus, se bem que fosse mais perto; porque 
Deus disse: Para que porventura o povo no se arrependa, vendo a guerra, e volte para o Egito;
18 mas Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho; e os filhos de Israel subiram armados da terra do 
Egito.
19 Moiss levou consigo os ossos de Jos, porquanto havia este solenemente ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Certamente 
Deus vos visitar; e vs haveis de levar daqui convosco os meus ossos.
20 Assim partiram de Sucote, e acamparam-se em Et,  entrada do deserto.
21 E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluta e os dois para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os 
alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite.
22 No desaparecia de diante do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de noite.
XODO [14]
1 Disse o Senhor a Moiss:
2 Fala aos filhos de Israel que se voltem e se acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em frente 
dele assentareis o acampamento junto ao mar.
3 Ento Fara dir dos filhos de Israel: Eles esto embaraados na terra, o deserto os encerrou.
4 Eu endurecerei o corao de Fara, e ele os perseguir; glorificar-me-ei em Fara, e em todo o seu exrcito; e sabero os egpcios 
que eu sou o Senhor. E eles fizeram assim.
5 Quando, pois, foi anunciado ao rei do Egito que o povo havia fugido, mudou-se o corao de Fara, e dos seus servos, contra o 
povo, e disseram: Que  isso que fizemos, permitindo que Israel sasse e deixasse de nos servir?
6 E Fara aprontou o seu carro, e tomou consigo o seu povo;
7 tomou tambm seiscentos carros escolhidos e todos os carros do Egito, e capites sobre todos eles.
8 Porque o Senhor endureceu o corao de Fara, rei do Egito, e este perseguiu os filhos de Israel; pois os filhos de Israel saam 
afoitamente.
9 Os egpcios, com todos os cavalos e carros de Fara, e os seus cavaleiros e o seu exrcito, os perseguiram e os alcanaram 
acampados junto ao mar, perto de Pi-Hairote, diante de Baal-Zefom.
10 Quando Fara se aproximava, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que os egpcios marchavam atrs deles; pelo que 
tiveram muito medo os filhos de Israel e clamaram ao Senhor:
11 e disseram a Moiss: Foi porque no havia sepulcros no Egito que de l nos tiraste para morrermos neste deserto? Por que nos 
fizeste isto, tirando-nos do Egito?
12 No  isto o que te dissemos no Egito: Deixa-nos, que sirvamos aos egpcios? Pois melhor nos fora servir aos egpcios, do que 
morrermos no deserto.
13 Moiss, porm, disse ao povo: No temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que ele hoje vos far; porque aos egpcios 
que hoje vistes, nunca mais tornareis a ver;
14 o Senhor pelejar por vs; e vs vos calareis.
15 Ento disse o Senhor a Moiss: Por que clamas a mim? dize aos filhos de Israel que marchem.
16 E tu, levanta a tua vara, e estende a mo sobre o mar e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco.
17 Eis que eu endurecerei o corao dos egpcios, e estes entraro atrs deles; e glorificar-me-ei em Fara e em todo o seu exrcito, 
nos seus carros e nos seus cavaleiros.
18 E os egpcios sabero que eu sou o Senhor, quando me tiver glorificado em Fara, nos seus carros e nos seus cavaleiros.
19 Ento o anjo de Deus, que ia adiante do exrcito de Israel, se retirou e se ps atrs deles; tambm a coluna de nuvem se retirou de 
diante deles e se ps atrs,
20 colocando-se entre o campo dos egpcios e o campo dos israelitas; assim havia nuvem e trevas; contudo aquela clareava a noite 
para Israel; de maneira que em toda a noite no se aproximou um do outro.
21 Ento Moiss estendeu a mo sobre o mar; e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite, e fez do mar 
terra seca, e as guas foram divididas.
22 E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as guas foram-lhes qual muro  sua direita e  sua esquerda.
23 E os egpcios os perseguiram, e entraram atrs deles at o meio do mar, com todos os cavalos de Fara, os seus carros e os seus 
cavaleiros.
24 Na viglia da manh, o Senhor, na coluna do fogo e da nuvem, olhou para o campo dos egpcios, e alvoroou o campo dos 
egpcios;
25 embaraou-lhes as rodas dos carros, e f-los andar dificultosamente; de modo que os egpcios disseram: Fujamos de diante de 
Israel, porque o Senhor peleja por eles contra os egpcios.
26 Nisso o Senhor disse a Moiss: Estende a mo sobre o mar, para que as guas se tornem sobre os egpcios, sobre os seus carros e 
sobre os seus cavaleiros.
27 Ento Moiss estendeu a mo sobre o mar, e o mar retomou a sua fora ao amanhecer, e os egpcios fugiram de encontro a ele; 
assim o Senhor derribou os egpcios no meio do mar.
28 As guas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros, todo o exrcito de Fara, que atrs deles havia entrado no mar; no ficou 
nem sequer um deles.
29 Mas os filhos de Israel caminharam a p enxuto pelo meio do mar; as guas foram-lhes qual muro  sua direita e  sua esquerda.
30 Assim o Senhor, naquele dia, salvou Israel da mo dos egpcios; e Israel viu os egpcios mortos na praia do mar.
31 E viu Israel a grande obra que o Senhor operara contra os egpcios; pelo que o povo temeu ao Senhor, e creu no Senhor e em 
Moiss, seu servo.
XODO [15]
1 Ento cantaram Moiss e os filhos de Israel este cntico ao Senhor, dizendo: Cantarei ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; 
lanou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.
2 O Senhor  a minha fora, e o meu cntico; ele se tem tornado a minha salvao;  ele o meu Deus, portanto o louvarei;  o Deus de 
meu pai, por isso o exaltarei.
3 O Senhor  homem de guerra; Jeov  o seu nome.
4 Lanou no mar os carros de Fara e o seu exrcito; os seus escolhidos capites foram submersos no Mar Vermelho.
5 Os abismos os cobriram; desceram s profundezas como pedra.
6 A tua destra,  Senhor,  gloriosa em poder; a tua destra,  Senhor, destroa o inimigo.
7 Na grandeza da tua excelncia derrubas os que se levantam contra ti; envias o teu furor, que os devora como restolho.
8 Ao sopro dos teus narizes amontoaram-se as guas, as correntes pararam como monto; os abismos coalharam-se no corao do 
mar.
9 O inimigo dizia: Perseguirei, alcanarei, repartirei os despojos; deles se satisfar o meu desejo; arrancarei a minha espada, a minha 
mo os destruir.
10 Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em grandes guas.
11 Quem entre os deuses  como tu,  Senhor? a quem  como tu poderoso em santidade, admirvel em louvores, operando 
maravilhas?
12 Estendeste a mo direita, e a terra os tragou.
13 Na tua beneficncia guiaste o povo que remiste; na tua fora o conduziste  tua santa habitao.
14 Os povos ouviram e estremeceram; dores apoderaram-se dos a habitantes da Filstia.
15 Ento os prncipes de Edom se pasmaram; dos poderosos de Moabe apoderou-se um tremor; derreteram-se todos os habitantes de 
Cana.
16 Sobre eles caiu medo, e pavor; pela grandeza do teu brao emudeceram como uma pedra, at que o teu povo passasse,  Senhor, 
at que passasse este povo que adquiriste.
17 Tu os introduzirs, e os plantars no monte da tua herana, no lugar que tu,  Senhor, aparelhaste para a tua habitao, no 
santurio,  Senhor, que as tuas mos estabeleceram.
18 O Senhor reinar eterna e perpetuamente.
19 Porque os cavalos de Fara, com os seus carros e com os seus cavaleiros, entraram no mar, e o Senhor fez tornar as guas do mar 
sobre eles, mas os filhos de Israel passaram em seco pelo meio do mar.
20 Ento Miri, a profetisa, irm de Aro, tomou na mo um tamboril, e todas as mulheres saram atrs dela com tamboris, e com 
danas.
21 E Miri lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; lanou no mar o cavalo com o seu cavaleiro.
22 Depois Moiss fez partir a Israel do Mar Vermelho, e saram para o deserto de Sur; caminharam trs dias no deserto, e no 
acharam gua.
23 E chegaram a Mara, mas no podiam beber das suas guas, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara.
24 E o povo murmurou contra Moiss, dizendo: Que havemos de beber?
25 Ento clamou Moiss ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma rvore, e Moiss lanou-a nas guas, as quais se tornaram doces. Ali 
Deus lhes deu um estatuto e uma ordenana, e ali os provou,
26 dizendo: Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que  reto diante de seus olhos, e inclinares os ouvidos aos 
seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, sobre ti no enviarei nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egpcios; 
porque eu sou o Senhor que te sara.
27 Ento vieram a Elim, onde havia doze fontes de gua e setenta palmeiras; e ali, junto das guas, acamparam.
XODO [16]
1 Depois partiram de Elim; e veio toda a congregao dos filhos de Israel ao deserto de Sim, que est entre Elim e Sinai, aos quinze 
dias do segundo ms depois que saram da terra do Egito.
2 E toda a congregao dos filhos de Israel murmurou contra Moiss e contra Aro no deserto.
3 Pois os filhos de Israel lhes disseram: Quem nos dera que tivssemos morrido pela mo do Senhor na terra do Egito, quando 
estvamos sentados junto s panelas de carne, quando comamos po at fartar! porque nos tendes tirado para este deserto, para 
matardes de fome a toda esta multido.
4 Ento disse o Senhor a Moiss: Eis que vos farei chover po do cu; e sair o povo e colher diariamente a poro para cada dia, 
para que eu o prove se anda em minha lei ou no.
5 Mas ao sexto dia prepararo o que colherem; e ser o dobro do que colhem cada dia.
6 Disseram, pois, Moiss e Aro a todos os filhos de Israel: tarde sabereis que o Senhor  quem vos tirou da terra do Egito,
7 e amanh vereis a glria do Senhor, porquanto ele ouviu as vossas murmuraes contra o Senhor; e quem somos ns, para que 
murmureis contra ns?
8 Disse mais Moiss: Isso ser quando o Senhor  tarde vos der carne para comer, e pela manh po a fartar, porquanto o Senhor ouve 
as vossas murmuraes, com que murmurais contra ele; e quem somos ns? As vossas murmuraes no so contra ns, mas sim 
contra o Senhor.
9 Depois disse Moiss a Aro: Dize a toda a congregao dos filhos de Israel: Chegai-vos  presena do Senhor, porque ele ouviu as 
vossas murmuraes.
10 E quando Aro falou a toda a congregao dos filhos de Israel, estes olharam para o deserto, e eis que a glria do Senhor, apareceu 
na nuvem.
11 Ento o Senhor falou a Moiss, dizendo:
12 Tenho ouvido as murmuraes dos filhos de Israel; dize-lhes:  tardinha comereis carne, e pela manh vos fartareis de po; e 
sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus.
13 E aconteceu que  tarde subiram codornizes, e cobriram o arraial; e pela manh havia uma camada de orvalho ao redor do arraial.
14 Quando desapareceu a camada de orvalho, eis que sobre a superfcie do deserto estava uma coisa mida, semelhante a escamas, 
coisa mida como a geada sobre a terra.
15 E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que  isto? porque no sabiam o que era. Ento lhes disse Moiss: Este  o 
po que o Senhor vos deu para comer.
16 Isto  o que o Senhor ordenou: Colhei dele cada um conforme o que pode comer; um gmer para cada cabea, segundo o nmero 
de pessoas; cada um tomar para os que se acharem na sua tenda.
17 Assim o fizeram os filhos de Israel; e colheram uns mais e outros menos.
18 Quando, porm, o mediam com o gmer, nada sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco; colhia cada um 
tanto quanto podia comer.
19 Tambm disse-lhes Moiss: Ningum deixe dele para amanh.
20 Eles, porm, no deram ouvidos a Moiss, antes alguns dentre eles deixaram dele para o dia seguinte; e criou bichos, e cheirava 
mal; por isso indignou-se Moiss contra eles.
21 Colhiam-no, pois, pela manh, cada um conforme o que podia comer; porque, vindo o calor do sol, se derretia.
22 Mas ao sexto dia colheram po em dobro, dois gmeres para cada um; pelo que todos os principais da congregao vieram, e 
contaram-no a Moiss.
23 E ele lhes disse: Isto  o que o Senhor tem dito: Amanh  repouso, sbado santo ao Senhor; o que quiserdes assar ao forno, assai-
o, e o que quiserdes cozer em gua, cozei-o em gua; e tudo o que sobejar, ponde-o de lado para vs, guardando-o para amanh.
24 Guardaram-no, pois, at o dia seguinte, como Moiss tinha ordenado; e no cheirou mal, nem houve nele bicho algum.
25 Ento disse Moiss: Comei-o hoje, porquanto hoje  o sbado do Senhor; hoje no o achareis no campo.
26 Seis dias o colhereis, mas o stimo dia  o sbado; nele no haver.
27 Mas aconteceu ao stimo dia que saram alguns do povo para o colher, e no o acharam.
28 Ento disse o Senhor a Moiss: At quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?
29 Vede, visto que o Senhor vos deu o sbado, por isso ele no sexto dia vos d po para dois dias; fique cada um no seu lugar, no 
saia ningum do seu lugar no stimo dia.
30 Assim repousou o povo no stimo dia.
31 A casa de Israel deu-lhe o nome de man. Era como semente de coentro; era branco, e tinha o sabor de bolos de mel.
32 E disse Moiss: Isto  o que o Senhor ordenou: Dele enchereis um gmer, o qual se guardar para as vossas geraes, para que elas 
vejam o po que vos dei a comer no deserto, quando eu vos tirei da terra do Egito.
33 Disse tambm Moiss a Aro: Toma um vaso, mete nele um gmer cheio de man e pe-no diante do Senhor, a fim de que seja 
guardado para as vossas geraes.
34 Como o Senhor tinha ordenado a Moiss, assim Aro o ps diante do testemunho, para ser guardado.
35 Ora, os filhos de Israel comeram o man quarenta anos, at que chegaram a uma terra habitada; comeram o man at que chegaram 
aos termos da terra de Cana.
36 Um gmer  a dcima parte de uma efa.
XODO [17]
1 Partiu toda a congregao dos filhos de Israel do deserto de Sim, pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e 
acamparam em Refidim; e no havia ali gua para o povo beber.
2 Ento o povo contendeu com Moiss, dizendo: D-nos gua para beber. Respondeu-lhes Moiss: Por que contendeis comigo? por 
que tentais ao Senhor?
3 Mas o povo, tendo sede ali, murmurou contra Moiss, dizendo: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a ns e 
aos nossos filhos, e ao nosso gado?
4 Pelo que Moiss, clamando ao Senhor, disse: Que hei de fazer a este povo? daqui a pouco me apedrejar.
5 Ento disse o Senhor a Moiss: Passa adiante do povo, e leva contigo alguns dos ancios de Israel; toma na mo a tua vara, com que 
feriste o rio, e vai-te.
6 Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe; ferirs a rocha, e dela sair gua para que o povo possa beber. Assim, 
pois fez Moiss  vista dos ancios de Israel.
7 E deu ao lugar o nome de Mass e Merib, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Est o 
Senhor no meio de ns, ou no?
8 Ento veio Amaleque, e pelejou contra e Israel em Refidim.
9 Pelo que disse Moiss a Josu: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; e amanh eu estarei sobre o cume do outeiro, 
tendo na mo a vara de Deus.
10 Fez, pois, Josu como Moiss lhe dissera, e pelejou contra Amaleque; e Moiss, Aro, e Hur subiram ao cume do outeiro.
11 E acontecia que quando Moiss levantava a mo, prevalecia Israel; mas quando ele abaixava a mo, prevalecia Amaleque.
12 As mos de Moiss, porm, ficaram cansadas; por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, e ele sentou-se nela; Aro e 
Hur sustentavam-lhe as mos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mos firmes at o pr do sol.
13 Assim Josu prostrou a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada.
14 Ento disse o Senhor a Moiss: Escreve isto para memorial num livro, e relata-o aos ouvidos de Josu; que eu hei de riscar 
totalmente a memria de Amaleque de debaixo do cu.
15 Pelo que Moiss edificou um altar, ao qual chamou Jeov-Nssi.
16 E disse: Porquanto jurou o Senhor que ele far guerra contra Amaleque de gerao em gerao.
XODO [18]
1 Ora Jetro, sacerdote de Midi, sogro de Moiss, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moiss e a Israel, seu povo, como o 
Senhor tinha tirado a Israel do Egito.
2 E Jetro, sogro de Moiss, tomou a Zpora, a mulher de Moiss, depois que este lha enviara,
3 e aos seus dois filhos, dos quais um se chamava Grson; porque disse Moiss: Fui peregrino em terra estrangeira;
4 e o outro se chamava Elizer; porque disse: O Deus de meu pai foi minha ajuda, e me livrou da espada de Fara.
5 Veio, pois, Jetro, o sogro de Moiss, com os filhos e a mulher deste, a Moiss, no deserto onde se tinha acampado, junto ao monte 
de Deus;
6 e disse a Moiss: Eu, teu sogro Jetro, venho a ti, com tua mulher e seus dois filhos com ela.
7 Ento saiu Moiss ao encontro de seu sogro, inclinou-se diante dele e o beijou; perguntaram um ao outro como estavam, e entraram 
na tenda.
8 Depois Moiss contou a seu sogro tudo o que o Senhor tinha feito a Fara e aos egpcios por amor de Israel, todo o trabalho que lhes 
sobreviera no caminho, e como o Senhor os livrara.
9 E alegrou-se Jetro por todo o bem que o Senhor tinha feito a Israel, livrando-o da mo dos egpcios,
10 e disse: Bendito seja o Senhor, que vos livrou da mo dos egpcios e da mo de Fara; que livrou o povo de debaixo da mo dos 
egpcios.
11 Agora sei que o Senhor  maior que todos os deuses; at naquilo em que se houveram arrogantemente contra o povo.
12 Ento Jetro, o sogro de Moiss, tomou holocausto e sacrifcios para Deus; e veio Aro, e todos os ancios de Israel, para comerem 
po com o sogro de Moiss diante de Deus.
13 No dia seguinte assentou-se Moiss para julgar o povo; e o povo estava em p junto de Moiss desde a manh at a tarde.
14 Vendo, pois, o sogro de Moiss tudo o que ele fazia ao povo, perguntou: Que  isto que tu fazes ao povo? por que te assentas s, 
permanecendo todo o povo junto de ti desde a manh at a tarde?
15 Respondeu Moiss a seu sogro:  por que o povo vem a mim para consultar a Deus.
16 Quando eles tm alguma questo, vm a mim; e eu julgo entre um e outro e lhes declaro os estatutos de Deus e as suas leis.
17 O sogro de Moiss, porm, lhe replicou: No  bom o que fazes.
18 certamente desfalecers, assim tu, como este povo que est contigo; porque isto te  pesado demais; tu s no o podes fazer.
19 Ouve agora a minha voz; eu te aconselharei, e seja Deus contigo: s tu pelo povo diante de Deus, e leva tu as causas a Deus;
20 ensinar-lhes-s os estatutos e as leis, e lhes mostrars o caminho em que devem andar, e a obra que devem fazer.
21 Alm disto procurars dentre todo o povo homens de capacidade, tementes a Deus, homens verazes, que aborream a avareza, e os 
pors sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqenta e chefes de dez;
22 e julguem eles o povo em todo o tempo. Que a ti tragam toda causa grave, mas toda causa pequena eles mesmos a julguem; assim a 
ti mesmo te aliviars da carga, e eles a levaro contigo.
23 Se isto fizeres, e Deus to mandar, poders ento subsistir; assim tambm todo este povo ir em paz para o seu lugar.
24 E Moiss deu ouvidos  voz de seu sogro, e fez tudo quanto este lhe dissera;
25 e escolheu Moiss homens capazes dentre todo o Israel, e os ps por cabeas sobre o povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de 
cinqenta e chefes de dez.
26 Estes, pois, julgaram o povo em todo o tempo; as causas graves eles as trouxeram a Moiss; mas toda causa pequena, julgaram-na 
eles mesmos.
27 Ento despediu Moiss a seu sogro, o qual se foi para a sua terra.
XODO [19]
1 No terceiro ms depois que os filhos de Israel haviam sado da terra do Egito, no mesmo dia chegaram ao deserto de Sinai.
2 Tendo partido de Refidim, entraram no deserto de Sinai, onde se acamparam; Israel, pois, ali acampou-se em frente do monte.
3 Ento subiu Moiss a Deus, e do monte o Senhor o chamou, dizendo: Assim falars  casa de Jac, e anunciars aos filhos de Israel:
4 Vs tendes visto o que fiz: aos egpcios, como vos levei sobre asas de guias, e vos trouxe a mim.
5 Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, ento sereis a minha possesso peculiar dentre todos os 
povos, porque minha  toda a terra;
6 e vs sereis para mim reino sacerdotal e nao santa. So estas as palavras que falars aos filhos de Israel.
7 Veio, pois, Moiss e, tendo convocado os ancios do povo, exps diante deles todas estas palavras, que o Senhor lhe tinha ordenado.
8 Ao que todo o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor tem falado, faremos. E relatou Moiss ao Senhor as palavras do 
povo.
9 Ento disse o Senhor a Moiss: Eis que eu virei a ti em uma nuvem espessa, para que o povo oua, quando eu falar contigo, e 
tambm para que sempre te creia. Porque Moiss tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor.
10 Disse mais o Senhor a Moiss: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanh; lavem eles os seus vestidos,
11 e estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia descer o Senhor diante dos olhos de todo o povo sobre o monte 
Sinai.
12 Tambm marcars limites ao povo em redor, dizendo: Guardai-vos, no subais ao monte, nem toqueis o seu termo; todo aquele que 
tocar o monte ser morto.
13 Mo alguma tocar naquele que o fizer, mas ele ser apedrejado ou asseteado; quer seja animal, quer seja homem, no viver. 
Quando soar a buzina longamente, subiro eles at o p do monte.
14 Ento Moiss desceu do monte ao povo, e santificou o povo; e lavaram os seus vestidos.
15 E disse ele ao povo: Estai prontos para o terceiro dia; e no vos chegueis a mulher.
16 Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve troves, relmpagos, e uma nuvem espessa sobre o monte; e ouviu-se um sonido de buzina 
mui forte, de maneira que todo o povo que estava no arraial estremeceu.
17 E Moiss levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao p do monte.
18 Nisso todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e a fumaa subiu como a fumaa de uma 
fornalha, e todo o monte tremia fortemente.
19 E, crescendo o sonido da buzina cada vez mais, Moiss falava, e Deus lhe respondia por uma voz.
20 E, tendo o Senhor descido sobre o monte Sinai, sobre o cume do monte, chamou a Moiss ao cume do monte; e Moiss subiu.
21 Ento disse o Senhor a Moiss: Desce, adverte ao povo, para no suceder que traspasse os limites at o Senhor, a fim de ver, e 
muitos deles peream.
22 Ora, santifiquem-se tambm os sacerdotes, que se chegam ao Senhor, para que o Senhor no se lance sobre eles.
23 Respondeu Moiss ao Senhor: O povo no poder subir ao monte Sinai, porque tu nos tens advertido, dizendo: Marca limites ao 
redor do monte, e santifica-o.
24 Ao que lhe disse o Senhor: Vai, desce; depois subirs tu, e Aro contigo; os sacerdotes, porm, e o povo no traspassem os limites 
para subir ao Senhor, para que ele no se lance sobre eles.
25 Ento Moiss desceu ao povo, e disse-lhes isso.
XODO [20]
1 Ento falou Deus todas estas palavras, dizendo:
2 Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servido.
3 No ters outros deuses diante de mim.
4 No fars para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que h em cima no cu, nem em baixo na terra, nem nas guas debaixo 
da terra.
5 No te encurvars diante delas, nem as servirs; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqidade dos pais nos 
filhos at a terceira e quarta gerao daqueles que me odeiam.
6 e uso de misericrdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.
7 No tomars o nome do Senhor teu Deus em vo; porque o Senhor no ter por inocente aquele que tomar o seu nome em vo.
8 Lembra-te do dia do sbado, para o santificar.
9 Seis dias trabalhars, e fars todo o teu trabalho;
10 mas o stimo dia  o sbado do Senhor teu Deus. Nesse dia no fars trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o 
teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que est dentro das tuas portas.
11 Porque em seis dias fez o Senhor o cu e a terra, o mar e tudo o que neles h, e ao stimo dia descansou; por isso o Senhor 
abenoou o dia do sbado, e o santificou.
12 Honra a teu pai e a tua me, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te d.
13 No matars.
14 No adulterars.
15 No furtars.
16 No dirs falso testemunho contra o teu prximo.
17 No cobiars a casa do teu prximo, no cobiars a mulher do teu prximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, 
nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu prximo.
18 Ora, todo o povo presenciava os troves, e os relmpagos, e o sonido da buzina, e o monte a fumegar; e o povo, vendo isso, 
estremeceu e ps-se de longe.
19 E disseram a Moiss: Fala-nos tu mesmo, e ouviremos; mas no fale Deus conosco, para que no morramos.
20 Respondeu Moiss ao povo: No temais, porque Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vs, a fim de 
que no pequeis.
21 Assim o povo estava em p de longe; Moiss, porm, se chegou s trevas espessas onde Deus estava.
22 Ento disse o Senhor a Moiss: Assim dirs aos filhos de Israel: Vs tendes visto que do cu eu vos falei.
23 No fareis outros deuses comigo; deuses de prata, ou deuses de ouro, no os fareis para vs.
24 um altar de terra me fars, e sobre ele sacrificars os teus holocaustos, e as tuas ofertas pacficas, as tuas ovelhas e os teus bois. Em 
todo lugar em que eu fizer recordar o meu nome, virei a ti e te abenoarei.
25 E se me fizeres um altar de pedras, no o construirs de pedras lavradas; pois se sobre ele levantares o teu buril, profan-lo-s.
26 Tambm no subirs ao meu altar por degraus, para que no seja ali exposta a tua nudez.
XODO [21]
1 Estes so os estatutos que lhes propors:
2 Se comprares um servo hebreu, seis anos servir; mas ao stimo sair forro, de graa.
3 Se entrar sozinho, sozinho sair; se tiver mulher, ento com ele sair sua mulher.
4 Se seu senhor lhe houver dado uma mulher e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a mulher e os filhos dela sero de seu senhor e ele 
sair sozinho.
5 Mas se esse servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, a minha mulher e a meus filhos, no quero sair forro;
6 ento seu senhor o levar perante os juzes, e o far chegar  porta, ou ao umbral da porta, e o seu senhor lhe furar a orelha com 
uma sovela; e ele o servir para sempre.
7 Se um homem vender sua filha para ser serva, ela no sair como saem os servos.
8 Se ela no agradar ao seu senhor, de modo que no se despose com ela, ento ele permitir que seja resgatada; vend-la a um povo 
estrangeiro, no o poder fazer, visto ter usado de dolo para com ela.
9 Mas se a desposar com seu filho, far com ela conforme o direito de filhas.
10 Se lhe tomar outra, no diminuir e o mantimento daquela, nem o seu vestido, nem o seu direito conjugal.
11 E se no lhe cumprir estas trs obrigaes, ela sair de graa, sem dar dinheiro.
12 Quem ferir a um homem, de modo que este morra, certamente ser morto.
13 Se, porm, lhe no armar ciladas, mas Deus lho entregar nas mos, ento te designarei um lugar, para onde ele fugir.
14 No entanto, se algum se levantar deliberadamente contra seu prximo para o matar  traio, tir-lo-s do meu altar, para que 
morra.
15 Quem ferir a seu pai, ou a sua me, certamente ser morto.
16 Quem furtar algum homem, e o vender, ou mesmo se este for achado na sua mo, certamente ser morto.
17 Quem amaldioar a seu pai ou a sua me, certamente ser morto.
18 Se dois homens brigarem e um ferir ao outro com pedra ou com o punho, e este no morrer, mas cair na cama,
19 se ele tornar a levantar-se e andar fora sobre o seu bordo, ento aquele que o feriu ser absolvido; somente lhe pagar o tempo 
perdido e far que ele seja completamente curado.
20 Se algum ferir a seu servo ou a sua serva com pau, e este morrer debaixo da sua mo, certamente ser castigado;
21 mas se sobreviver um ou dois dias, no ser castigado; porque  dinheiro seu.
22 Se alguns homens brigarem, e um ferir uma mulher grvida, e for causa de que aborte, no resultando, porm, outro dano, este 
certamente ser multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e pagar segundo o arbtrio dos juzes;
23 mas se resultar dano, ento dars vida por vida,
24 olho por olho, dente por dente, mo por mo, p por p,
25 queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.
26 Se algum ferir o olho do seu servo ou o olho da sua serva e o cegar, deix-lo- ir forro por causa do olho.
27 Da mesma sorte se tirar o dente do seu servo ou o dente da sua serva, deix-lo- ir forro por causa do dente.
28 Se um boi escornear um homem ou uma mulher e este morrer, certamente ser apedrejado o boi e a sua carne no se comer; mas o 
dono do boi ser absolvido.
29 Mas se o boi dantes era escorneador, e o seu dono, tendo sido disso advertido, no o guardou, o boi, matando homem ou mulher, 
ser apedrejado, e tambm o seu dono ser morto.
30 Se lhe for imposto resgate, ento dar como redeno da sua vida tudo quanto lhe for imposto;
31 quer tenha o boi escorneado a um filho, quer a uma filha, segundo este julgamento lhe ser feito.
32 Se o boi escornear um servo, ou uma serva, dar-se- trinta siclos de prata ao seu senhor, e o boi ser apedrejado.
33 Se algum descobrir uma cova, ou se algum cavar uma cova e no a cobrir, e nela cair um boi ou um jumento,
34 o dono da cova dar indenizao; pag-la- em dinheiro ao dono do animal morto, mas este ser seu.
35 Se o boi de algum ferir de morte o boi do seu prximo, ento eles vendero o boi vivo e repartiro entre si o dinheiro da venda, e 
o morto tambm dividiro entre si.
36 Ou se for notrio que aquele boi dantes era escorneador, e seu dono no o guardou, certamente pagar boi por boi, porm o morto 
ser seu.
XODO [22]
1 Se algum furtar um boi (ou uma ovelha), e o matar ou vender, por um boi pagar cinco bois, e por uma ovelha quatro ovelhas.
2 Se o ladro for achado a minar uma casa, e for ferido de modo que morra, o que o feriu no ser ru de sangue;
3 mas se o sol houver sado sobre o ladro, o que o feriu ser ru de sangue. O ladro certamente dar indenizao; se nada possuir, 
ser ento vendido por seu furto.
4 Se o furto for achado vivo na sua mo, seja boi, ou jumento, ou ovelha, pagar ele o dobro.
5 Se algum fizer pastar o seu animal num campo ou numa vinha, e se soltar o seu animal e este pastar no campo de outrem, do 
melhor do seu prprio campo e do melhor da sua prpria vinha far restituio.
6 Se alastrar um fogo e pegar nos espinhos, de modo que sejam destrudas as medas de trigo, ou a seara, ou o campo, aquele que 
acendeu o fogo certamente dar, indenizao.
7 Se algum entregar ao seu prximo dinheiro, ou objetos, para guardar, e isso for furtado da casa desse homem, o ladro, se for 
achado, pagar o dobro.
8 Se o ladro no for achado, ento o dono da casa ir  presena dos juizes para se verificar se no meteu a mo nos bens do seu 
prximo.
9 Em todo caso de transgresso, seja a respeito de boi, ou de jumento, ou de ovelhas, ou de vestidos, ou de qualquer coisa perdida de 
que algum disser que  sua, a causa de ambas as partes ser levada perante os juzes; aquele a quem os juzes condenarem pagar o 
dobro ao seu prximo.
10 Se algum entregar a seu prximo para guardar um jumento, ou boi, ou ovelha, ou outro qualquer animal, e este morrer, ou for 
aleijado, ou arrebatado, ningum o vendo,
11 ento haver o juramento do Senhor entre ambos, para ver se o guardador no meteu a mo nos bens do seu prximo; e o dono 
aceitar o juramento, e o outro no far restituio.
12 Se, porm, o animal lhe tiver sido furtado, far restituiro ao seu dono.
13 Se tiver sido dilacerado, tr-lo- em testemunho disso; no dar indenizao pelo dilacerado.
14 Se algum pedir emprestado a seu prximo algum animal, e este for danificado ou morrer, no estando presente o seu dono, 
certamente dar indenizao;
15 se o dono estiver presente, o outro no dar indenizao; se tiver sido alugado, o aluguel responder por qualquer dano.
16 Se algum seduzir uma virgem que no for desposada, e se deitar com ela, certamente pagar por ela o dote e a ter por mulher.
17 Se o pai dela inteiramente recusar dar-lha, pagar ele em dinheiro o que for o dote das virgens.
18 No permitirs que viva uma feiticeira.
19 Todo aquele que se deitar com animal, certamente ser morto.
20 Quem sacrificar a qualquer deus, a no ser to-somente ao Senhor, ser morto.
21 Ao estrangeiro no maltratars, nem o oprimirs; pois vs fostes estrangeiros na terra do Egito.
22 A nenhuma viva nem rfo afligireis.
23 Se de algum modo os afligirdes, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor;
24 e a minha ira se acender, e vos matarei  espada; vossas mulheres ficaro vivas, e vossos filhos rfos.
25 Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que est contigo, no te havers com ele como credor; no lhe impors juros.
26 Ainda que chegues a tomar em penhor o vestido do teu prximo, lho restituirs antes do pr do sol;
27 porque  a nica cobertura que tem;  o vestido da sua pele; em que se deitaria ele? Quando pois clamar a mim, eu o ouvirei,
porque sou misericordioso.
28 Aos juzes no maldirs, nem amaldioars ao governador do teu povo.
29 No tardars em trazer ofertas da tua ceifa e dos teus lagares. O primognito de teus filhos me dars.
30 Assim fars com os teus bois e com as tuas ovelhas; sete dias ficar a cria com a me; ao oitavo dia ma dars.
31 Ser-me-eis homens santos; portanto no comereis carne que por feras tenha sido despedaada no campo; aos ces a lanareis.
XODO [23]
1 No levantars falso boato, e no pactuars com o mpio, para seres testemunha injusta.
2 No seguirs a multido para fazeres o mal; nem numa demanda dars testemunho, acompanhando a maioria, para perverteres a 
justia;
3 nem mesmo ao pobre favorecers na sua demanda.
4 Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo, ou o seu jumento, sem falta lho reconduzirs.
5 Se vires deitado debaixo da sua carga o jumento daquele que te odeia, no passars adiante; certamente o ajudars a levant-lo.
6 No perverters o direito do teu pobre na sua demanda.
7 Guarda-te de acusares falsamente, e no matars o inocente e justo; porque no justificarei o mpio.
8 Tambm no aceitars peita, porque a peita cega os que tm vista, e perverte as palavras dos justos.
9 Outrossim, no oprimirs o estrangeiro; pois vs conheceis o corao do estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.
10 Seis anos semears tua terra, e recolhers os seus frutos;
11 mas no stimo ano a deixars descansar e ficar em pousio, para que os pobres do teu povo possam comer, e do que estes deixarem 
comam os animais do campo. Assim fars com a tua vinha e com o teu olival.
12 Seis dias fars os teus trabalhos, mas ao stimo dia descansars; para que descanse o teu boi e o teu jumento, e para que tome 
alento o filho da tua escrava e o estrangeiro.
13 Em tudo o que vos tenho dito, andai apercebidos. Do nome de outros deuses nem fareis meno; nunca se oua da vossa boca o 
nome deles.
14 Trs vezes no ano me celebrars festa:
15 A festa dos pes zimos guardars: sete dias comers pes zimos como te ordenei, ao tempo apontado no ms de abibe, porque 
nele saste do Egito; e ningum aparea perante mim de mos vazias;
16 tambm guardars a festa da sega, a das primcias do teu trabalho, que houveres semeado no campo; igualmente guardars a festa 
da colheita  sada do ano, quando tiveres colhido do campo os frutos do teu trabalho.
17 Trs vezes no ano todos os teus homens aparecero diante do Senhor Deus.
18 No oferecers o sangue do meu sacrifcio com po levedado, nem ficar da noite para a manh a gordura da minha festa.
19 As primcias dos primeiros frutos da tua terra trars  casa do Senhor teu Deus. No cozers o cabrito no leite de sua me.
20 Eis que eu envio um anjo adiante de ti, para guardar-te pelo caminho, e conduzir-te ao lugar que te tenho preparado.
21 Anda apercebido diante dele, e ouve a sua voz; no sejas rebelde contra ele, porque no perdoar a tua rebeldia; pois nele est o 
meu nome.
22 Mas se, na verdade, ouvires a sua voz, e fizeres tudo o que eu disser, ento serei inimigo dos teus inimigos, e adversrio dos teus 
adversrios.
23 Porque o meu anjo ir adiante de ti, e te introduzir na terra dos amorreus, dos heteus, dos perizeus, dos cananeus, dos heveus e 
dos jebuseus; e eu os aniquilarei.
24 No te inclinars diante dos seus deuses, nem os servirs, nem fars conforme as suas obras; Antes os derrubars totalmente, e 
quebrars de todo as suas colunas.
25 Servireis, pois, ao Senhor vosso Deus, e ele abenoar o vosso po e a vossa gua; e eu tirarei do meio de vs as enfermidades.
26 Na tua terra no haver mulher que aborte, nem estril; o nmero dos teus dias completarei.
27 Enviarei o meu terror adiante de ti, pondo em confuso todo povo em cujas terras entrares, e farei que todos os teus inimigos te 
voltem as costas.
28 Tambm enviarei na tua frente vespas, que expulsaro de diante de ti os heveus, os cananeus e os heteus.
29 No os expulsarei num s ano, para que a terra no se torne em deserto, e as feras do campo no se multipliquem contra ti.
30 Pouco a pouco os lanarei de diante de ti, at que te multipliques e possuas a terra por herana.
31 E fixarei os teus limites desde o Mar Vermelho at o mar dos filisteus, e desde o deserto at o rio; porque hei de entregar nas tuas 
mos os moradores da terra, e tu os expulsars de diante de ti.
32 No fars pacto algum com eles, nem com os seus deuses.
33 No habitaro na tua terra, para que no te faam pecar contra mim; pois se servires os seus deuses, certamente isso te ser um 
lao.
XODO [24]
1 Depois disse Deus a Moiss: Subi ao Senhor, tu e Aro, Nadabe e Abi, e setenta dos ancios de Israel, e adorai de longe.
2 S Moiss se chegar ao Senhor; os, outros no se chegaro; nem o povo subir com ele.
3 Veio, pois, Moiss e relatou ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos; ento todo o povo respondeu a uma voz: Tudo 
o que o Senhor tem falado faremos.
4 Ento Moiss escreveu todas as palavras do Senhor e, tendo-se levantado de manh cedo, edificou um altar ao p do monte, e doze 
colunas, segundo as doze tribos de Israel,
5 e enviou certos mancebos dos filhos de Israel, os quais ofereceram holocaustos, e sacrificaram ao Senhor sacrifcios pacficos, de 
bois.
6 E Moiss tomou a metade do sangue, e a ps em bacias; e a outra metade do sangue espargiu sobre o altar.
7 Tambm tomou o livro do pacto e o leu perante o povo; e o povo disse: Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos.
8 Ento tomou Moiss aquele sangue, e espargiu-o sobre o povo e disse: Eis aqui o sangue do pacto que o Senhor tem feito convosco 
no tocante a todas estas coisas.
9 Ento subiram Moiss e Aro, Nadabe e Abi, e setenta dos ancios de Israel,
10 e viram o Deus de Israel, e debaixo de seus ps havia como que uma calada de pedra de safira, que parecia com o prprio cu na 
sua pureza.
11 Deus, porm, no estendeu a sua mo contra os nobres dos filhos de Israel; eles viram a Deus, e comeram e beberam.
12 Depois disse o Senhor a Moiss: Sobe a mim ao monte, e espera ali; e dar-te-ei tbuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que 
tenho escrito, para lhos ensinares.
13 E levantando-se Moiss com Josu, seu servidor, subiu ao monte de Deus,
14 tendo dito aos ancios: Esperai-nos aqui, at que tornemos a vs; eis que Aro e Hur ficam convosco; quem tiver alguma questo, 
se chegar a eles.
15 E tendo Moiss subido ao monte, a nuvem cobriu o monte.
16 Tambm a glria do Senhor repousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao stimo dia, do meio da nuvem, 
Deus chamou a Moiss.
17 Ora, a aparncia da glria do Senhor era como um fogo consumidor no cume do monte, aos olhos dos filhos de Israel.
18 Moiss, porm, entrou no meio da nuvem, depois que subiu ao monte; e Moiss esteve no monte quarenta dias e quarenta noites.
XODO [25]
1 Ento disse o Senhor a Moiss:
2 Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta alada; de todo homem cujo corao se mover voluntariamente, dele tomareis a 
minha oferta alada.
3 E esta  a oferta alada que tomareis deles: ouro, prata, bronze,
4 estofo azul, prpura, carmesim, linho fino, plos de cabras,
5 peles de carneiros tintas de vermelho, peles de golfinhos, madeira de accia,
6 azeite para a luz, especiarias para o leo da uno e para o incenso aromtico,
7 pedras de nix, e pedras de engaste para o fode e para o peitoral.
8 E me faro um santurio, para que eu habite no meio deles.
9 Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernculo, e para modelo de todos os seus mveis, assim mesmo o fareis.
10 Tambm faro uma arca de madeira ,de accia; o seu comprimento ser de dois cvados e meio, e a sua largura de um cvado e 
meio, e de um cvado e meio a sua altura.
11 E cobri-la-s de ouro puro, por dentro e por fora a cobrirs; e fars sobre ela uma moldura de ouro ao redor;
12 e fundirs para ela quatro argolas de ouro, que pors nos quatro cantos dela; duas argolas de um lado e duas do outro.
13 Tambm fars varais de madeira de accia, que cobrirs de ouro.
14 Meters os varais nas argolas, aos lados da arca, para se levar por eles a arca.
15 Os varais permanecero nas argolas da arca; no sero tirados dela.
16 E pors na arca o testemunho, que eu te darei.
17 Igualmente fars um propiciatrio, de ouro puro; o seu comprimento ser de dois cvados e meio, e a sua largura de um cvado e 
meio.
18 Fars tambm dois querubins de ouro; de ouro batido os fars, nas duas extremidades do propiciatrio.
19 Fars um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma s pea com o propiciatrio fareis os 
querubins nas duas extremidades dele.
20 Os querubins estendero as suas asas por cima do propiciatrio, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; 
as faces dos querubins estaro voltadas para o propiciatrio.
21 E pors o propiciatrio em cima da arca; e dentro da arca pors o testemunho que eu te darei.
22 E ali virei a ti, e de cima do propiciatrio, do meio dos dois querubins que esto sobre a arca do testemunho, falarei contigo a 
respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel.
23 Tambm fars uma mesa de madeira de accia; o seu comprimento ser de dois cvados, a sua largura de um cvado e a sua altura 
de um cvado e meio;
24 cobri-la-s de ouro puro, e lhe fars uma moldura de ouro ao redor.
25 Tambm lhe fars ao redor uma guarnio de quatro dedos de largura, e ao redor na guarnio fars uma moldura de ouro.
26 Tambm lhe fars quatro argolas de ouro, e pors as argolas nos quatro cantos, que estaro sobre os quatro ps.
27 Junto da guarnio estaro as argolas, como lugares para os varais, para se levar a mesa.
28 Fars, pois, estes varais de madeira de accia, e os cobrirs de ouro; e levar-se- por eles a mesa.
29 Tambm fars os seus pratos, as suas colheres, os seus cntaros e as suas tigelas com que sero oferecidas as libaes; de ouro 
puro os fars.
30 E sobre a mesa pors os pes da o proposio perante mim para sempre.
31 Tambm fars um candelabro de ouro puro; de ouro batido se far o candelabro, tanto o seu pedestal como a sua haste; os seus 
copos, os seus clices e as suas corolas formaro com ele uma s pea.
32 E de seus lados sairo seis braos: trs de um lado, e trs do outro.
33 Em um brao haver trs copos a modo de flores de amndoa, com clice e corola; tambm no outro brao trs copos a modo de 
flores de amndoa, com clice e corola; assim se faro os seis braos que saem do candelabro.
34 Mas na haste central haver quatro copos a modo de flores de amndoa, com os seus clices e as suas corolas,
35 e um clice debaixo de dois braos, formando com a haste uma s pea; outro clice debaixo de dois outros braos, de uma s pea 
com a haste; e ainda outro clice debaixo de dois outros braos, de uma s pea com a haste; assim ser para os seis braos que saem 
do candelabro.
36 Os seus clices e os seus braos formaro uma s pea com a haste; o todo ser de obra batida de ouro puro.
37 Tambm lhe fars sete lmpadas, as quais se acendero para alumiar defronte dele.
38 Os seus espevitadores e os seus cinzeiros sero de ouro puro.
39 De um talento de ouro puro se far o candelabro, com todos estes utenslios.
40 Atenta, pois, que os faas conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte.
XODO [26]
1 O tabernculo fars de dez cortinas de linho fino torcido, e de estofo azul, prpura, e carmesim; com querubins as fars, obra de 
artfice.
2 O comprimento de cada cortina ser de vinte e oito cvados, e a largura de quatro cvados; todas as cortinas sero da mesma 
medida.
3 Cinco cortinas sero enlaadas, cada uma  outra; e as outras cinco sero enlaadas da mesma maneira.
4 Fars laadas de estofo azul na orla da ltima cortina do primeiro grupo; assim tambm fars na orla da primeira cortina do segundo 
grupo;
5 a saber, cinqenta laadas na orla de uma cortina, e cinqenta laadas na orla da outra; as laadas sero contrapostas uma  outra.
6 Fars cinqenta colchetes de ouro, e prenders com eles as cortinas, uma  outra; assim o tabernculo vir a ser um todo.
7 Fars tambm cortinas de plos de cabras para servirem de tenda sobre o tabernculo; onze destas cortinas fars.
8 O comprimento de cada cortina ser de trinta cvados, e a largura de cada cortina de quatro cvados; as onze cortinas sero da 
mesma medida.
9 E ajuntars cinco cortinas em um grupo, e as outras seis cortinas em outro grupo; e dobrars a sexta cortina na frente da tenda.
10 E fars cinqenta laadas na orla da ltima cortina do primeiro grupo, e outras cinqenta laadas na orla da primeira cortina do 
segundo grupo.
11 Fars tambm cinqenta colchetes de bronze, e meters os colchetes nas laadas, e assim ajuntars a tenda, para que venha a ser 
um todo.
12 E o resto que sobejar das cortinas da tenda, a saber, a meia cortina que sobejar, pender aos fundos do tabernculo.
13 E o cvado que sobejar de um lado e de outro no comprimento das cortinas da tenda, pender de um e de outro lado do 
tabernculo, para cobri-lo.
14 Fars tambm para a tenda uma coberta de peles de carneiros, tintas de vermelho, e por cima desta uma coberta de peles de 
golfinhos.
15 Fars tambm as tbuas para o tabernculo de madeira de accia, as quais sero colocadas verticalmente.
16 O comprimento de cada tbua ser de dez cvados, e a sua largura de um cvado e meio.
17 Duas couceiras ter cada tbua, unidas uma  outra por travessas; assim fars com todas as tbuas do tabernculo.
18 Ao fazeres as tbuas para o tabernculo, fars vinte delas para o lado meridional.
19 Fars tambm quarenta bases de prata debaixo das vinte tbuas; duas bases debaixo de uma tbua, para as suas duas couceiras, e 
duas bases debaixo de outra, para as duas couceiras dela.
20 Tambm para o outro lado do tabernculo, o que d para o norte, fars vinte tbuas,
21 com as suas quarenta bases de prata; duas bases debaixo de uma tbua e duas debaixo de outra.
22 E para o lado posterior do tabernculo, o que d para o ocidente, fars seis tbuas.
23 Fars tambm duas tbuas para os cantos do tabernculo no lado posterior.
24 Por baixo sero duplas, do mesmo modo se estendendo inteiras at a primeira argola em cima; assim se far com as duas tbuas; 
elas sero para os dois cantos.
25 Haver oito tbuas com as suas dezesseis bases de prata: duas bases debaixo de uma tbua e duas debaixo de outra.
26 Fars tambm travesses de madeira de accia; cinco para as tbuas de um lado do tabernculo,
27 e cinco para as tbuas do outro lado do tabernculo, bem como c6 azeite para a luz, especiarias para o leo da uno e para o para o 
ocidente.
28 O travesso central passar ao meio das tbuas, de uma extremidade  outra.
29 E cobrirs de ouro as tbuas, e de ouro fars as suas argolas, como lugares para os travesses; tambm os travesses cobrirs de 
ouro.
30 Ento levantars o tabernculo conforme o modelo que te foi mostrado no monte.
31 Fars tambm um vu de azul, prpura, carmesim, e linho fino torcido; com querubins, obra de artfice, se far;
32 e o suspenders sobre quatro colunas de madeira de accia, cobertas de ouro; seus colchetes sero de ouro, sobre quatro bases de 
prata.
33 Pendurars o vu debaixo dos colchetes, e levars para dentro do vu a arca do testemunho; este vu vos far separao entre o 
lugar santo e o santo dos santos.
34 Pors o propiciatrio sobre a arca do testemunho no santo dos santos;
35 colocars a mesa fora do vu, e o candelabro defronte da mesa, para o lado sul do tabernculo; e pors a mesa para o lado norte.
36 Fars tambm para a porta da tenda um reposteiro de azul, prpura, carmesim: e linho fino torcido, obra de bordador.
37 E para o reposteiro fars cinco colunas de madeira de accia, cobrindo-as de ouro (os seus colchetes tambm sero de ouro), e para 
elas fundirs cinco bases de bronze.
XODO [27]
1 Fars tambm o altar de madeira de accia; de cinco cvados ser o comprimento, de cinco cvados a largura (ser quadrado o 
altar), e de trs cvados a altura.
2 E fars as suas pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas formaro uma s pea com o altar; e o cobrirs de bronze.
3 Far-lhe-s tambm os cinzeiros, para recolher a sua cinza, e as ps, e as bacias, e os garfos e os braseiros; todos os seus utenslios 
fars de bronze.
4 Far-lhe-s tambm um crivo de bronze em forma de rede, e fars para esta rede quatro argolas de bronze nos seus quatro cantos,
5 e a pors em baixo da borda em volta do altar, de maneira que a rede chegue at o meio do altar.
6 Fars tambm varais para o altar, varais de madeira de accia, e os cobrirs de bronze.
7 Os varais sero metidos nas argolas, e estaro de um e de outro lado do altar, quando for levado.
8 co, de tbuas, o fars; como se te mostrou no monte, assim o faro.
9 Fars tambm o trio do tabernculo. No lado que d para o sul o trio ter cortinas de linho fino torcido, de cem cvados de 
comprimento.
10 As suas colunas sero vinte, e vinte as suas bases, todas de bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas sero de prata.
11 Assim tambm ao longo do lado do norte haver cortinas de cem cvados de comprimento, e sero vinte as suas colunas e vinte as 
bases destas, todas de bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas sero de prata.
12 E na largura do trio do lado do ocidente haver cortinas de cinqenta cvados; sero dez as suas colunas, e dez as bases destas.
13 Semelhantemente a largura do trio do lado que d para o nascente ser de cinqenta cvados.
14 As cortinas para um lado da porta sero de quinze cvados; trs sero as suas colunas, e trs as bases destas.
15 E de quinze cvados sero as cortinas para o outro lado; as suas colunas sero trs, e trs as bases destas.
16 Tambm  porta do trio haver um reposteiro de vinte cvados, de azul, prpura, carmesim, e linho fino torcido, obra de 
bordador; as suas colunas sero quatro, e quatro as bases destas.
17 Todas as colunas do trio ao redor sero cingidas de faixas de prata; os seus colchetes sero de prata, porm as suas bases de 
bronze.
18 O comprimento do trio ser de cem cvados, e a largura, por toda a extenso, de cinqenta, e a altura de cinco cvados; as 
cortinas sero de linho fino torcido; e as bases das colunas de bronze.
19 Todos os utenslios do tabernculo em todo o seu servio, e todas as suas estacas, e todas as estacas do trio, sero de bronze.
20 Ordenars aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras, batido, para o candeeiro, para manter uma lmpada acesa 
continuamente.
21 Na tenda da revelao, fora do vu que est diante do testemunho, Aro e seus filhos a conservaro em ordem, desde a tarde at 
pela manh, perante o Senhor; este ser um estatuto perptuo para os filhos de Israel pelas suas geraes.
XODO [28]
1 Depois fars chegar a ti teu irmo Aro, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para me administrarem o ofcio sacerdotal; 
a saber: Aro, Nadabe e Abi, Eleazar e Itamar, os filhos de Aro.
2 Fars vestes sagradas para Aro, teu irmo, para glria e ornamento.
3 Falars a todos os homens hbeis, a quem eu tenha enchido do esprito de sabedoria, que faam as vestes de Aro para santific-lo, a 
fim de que me administre o ofcio sacerdotal.
4 Estas pois so as vestes que faro: um peitoral, um fode, um manto, uma tnica bordada, uma mitra e um cinto; faro, pois, as 
vestes sagradas para Aro, teu irmo, e para seus filhos, a fim de me administrarem o ofcio sacerdotal.
5 E recebero o ouro, o azul, a prpura, o carmesim e o linho fino,
6 e faro o fode de ouro, azul, prpura, carmesim e linho fino torcido, obra de desenhista.
7 Ter duas ombreiras, que se unam s suas duas pontas, para que seja unido.
8 E o cinto de obra esmerada do fode, que estar sobre ele, formando com ele uma s pea, ser de obra semelhante de ouro, azul, 
prpura, carmesim e linho fino torcido.
9 E tomars duas pedras de berilo, e gravars nelas os nomes dos filhos de Israel.
10 Seis dos seus nomes numa pedra, e os seis nomes restantes na outra pedra, segundo a ordem do seu nascimento.
11 Conforme a obra de lapidrio, como a gravura de um selo, gravars as duas pedras, com os nomes dos filhos de Israel; guarnecidas 
de engastes de ouro as fars.
12 E pors as duas pedras nas ombreiras do fode, para servirem de pedras de memorial para os filhos de Israel; assim sobre um e 
outro ombro levar Aro diante do Senhor os seus nomes como memorial.
13 Fars tambm engastes de ouro,
14 e duas cadeiazinhas de ouro puro; como cordas as fars, de obra tranada; e aos engastes fixars as cadeiazinhas de obra tranada.
15 Fars tambm o peitoral do juzo, obra de artfice; conforme a obra do fode o fars; de ouro, de azul, de prpura, de carmesim, e 
de linho fino torcido o fars.
16 Quadrado e duplo, ser de um palmo o seu comprimento, e de um palmo a sua largura.
17 E o enchers de pedras de engaste, em quatro fileiras: a primeira ser de uma cornalina, um topzio e uma esmeralda;
18 a segunda fileira ser de uma granada, uma safira e um nix;
19 a terceira fileira ser de um jacinto, uma gata e uma ametista;
20 e a quarta fileira ser de uma crislita, um berilo e um jaspe; elas sero guarnecidas de ouro nos seus engastes.
21 Sero, pois, as pedras segundo os nomes dos filhos de Israel, doze segundo os seus nomes; sero como a gravura de um selo, cada 
uma com o seu nome, para as doze tribos.
22 Tambm fars sobre o peitoral cadeiazinhas como cordas, obra de trana, de ouro puro.
23 Igualmente sobre o peitoral fars duas argolas de ouro, e pors as duas argolas nas duas extremidades do peitoral.
24 Ento meters as duas cadeiazinhas de ouro, de obra tranada, nas duas argolas nas extremidades do peitoral;
25 e as outras duas pontas das duas cadeiazinhas de obra tranada meters nos dois engastes, e as pors nas ombreiras do fode, na 
parte dianteira dele.
26 Fars outras duas argolas de ouro, e as pors nas duas extremidades do peitoral, na sua borda que estiver junto ao lado interior do 
fode.
27 Fars mais duas argolas de ouro, e as pors nas duas ombreiras do fode, para baixo, na parte dianteira, junto  costura, e acima do 
cinto de obra esmerada do fode.
28 E ligaro o peitoral, pelas suas argolas, s argolas do fode por meio de um cordo azul, de modo que fique sobre o cinto de obra 
esmerada do fode e no se separe o peitoral do fode.
29 Assim Aro levar os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juzo sobre o seu corao, quando entrar no lugar santo, para 
memorial diante do Senhor continuamente.
30 Tambm pors no peitoral do juzo o Urim e o Tumim, para que estejam sobre o corao de Aro, quando entrar diante do Senhor; 
assim Aro levar o juzo dos filhos de Israel sobre o seu corao diante do Senhor continuamente.
31 Tambm fars o manto do fode todo de azul.
32 No meio dele haver uma abertura para a cabea; esta abertura ter um debrum de obra tecida ao redor, como a abertura de cota de 
malha, para que no se rompa.
33 E nas suas abas, em todo o seu redor, fars roms de azul, prpura e carmesim, e campainhas de ouro, entremeadas com elas ao 
redor.
34 uma campainha de ouro, e uma rom, outra campainha de ouro, e outra rom, haver nas abas do manto ao redor.
35 E estar sobre Aro quando ministrar, para que se oua o sonido ao entrar ele no lugar santo diante do Senhor e ao sair, para que 
ele no morra.
33 Tambm fars uma lmina de ouro puro, e nela gravars como a gravura de um selo: SANTO AO SENHOR.
37 P-la-s em um cordo azul, de maneira que esteja na mitra; bem na frente da mitra estar.
38 E estar sobre a testa de Aro, e Aro levar a iniqidade das coisas santas, que os filhos de Israel consagrarem em todas as suas 
santas ofertas; e estar continuamente na sua testa, para que eles sejam aceitos diante do Senhor.
39 Tambm tecers a tnica enxadrezada de linho fino; bem como de linho fino fars a mitra; e fars o cinto, obra de bordador.
40 Tambm para os filhos de Aro fars tnicas; e far-lhes-s cintos; tambm lhes fars tiaras, para glria e ornamento.
41 E vestirs com eles a Aro, teu irmo, e tambm a seus filhos, e os ungirs e consagrars, e os santificars, para que me 
administrem o sacerdcio.
42 Faze-lhes tambm cales de linho, para cobrirem a carne nua; estender-se-o desde os lombos at as coxas.
43 E estaro sobre Aro e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da revelao, ou quando chegarem ao altar para ministrar no 
lugar santo, para que no levem iniqidade e morram; isto ser estatuto perptuo para ele e para a sua descendncia depois dele.
XODO [29]
1 Isto  o que lhes fars para os santificar, para que me administrem o sacerdcio: Toma um novilho e dois carneiros sem defeito,
2 e po zimo, e bolos zimos, amassados com azeite, e coscores zimos, untados com azeite; de flor de farinha de trigo os fars;
3 e os pors num cesto, e os trars no cesto, com o novilho e os dois carneiros.
4 Ento fars chegar Aro e seus filhos  porta da tenda da revelao e os lavars, com gua.
5 Depois tomars as vestes, e vestirs a Aro da tnica e do manto do fode, e do fode mesmo, e do peitoral, e lhe cingirs o fode 
com o seu cinto de obra esmerada;
6 e pr-lhe-s a mitra na cabea; e sobre a mitra pors a coroa de santidade;
7 ento tomars o leo da uno e, derramando-lho sobre a cabea, o ungirs.
8 Depois fars chegar seus filhos, e lhes fars vestir tnicas,
9 e os cingirs com cintos, a Aro e a seus filhos, e lhes atars as tiaras. Por estatuto perptuo eles tero o sacerdcio; consagrars, 
pois, a Aro e a seus filhos.
10 Fars chegar o novilho diante da tenda da revelao, e Aro e seus filhos poro as mos sobre a cabea do novilho;
11 e imolars o novilho perante o Senhor,  porta da tenda da revelao.
12 Depois tomars do sangue do novilho, e com o dedo o pors sobre as pontas do altar, e todo o sangue restante derramars  base do 
altar.
13 Tambm tomars toda a gordura que cobre as entranhas, o redenho do fgado, os dois rins e a gordura que houver neles, e queim-
los-s sobre o altar;
14 mas a carne do novilho, o seu couro e o seu excremento queimars fora do arraial;  sacrifcio pelo pecado.
15 Depois tomars um carneiro, e Aro e seus filhos poro as mos sobre a cabea dele,
16 e imolars o carneiro e, tomando o seu sangue, o espargirs sobre o altar ao redor;
17 e partirs o carneiro em suas partes, e lavars as suas entranhas e as suas pernas, e as pors sobre as suas partes e sobre a sua 
cabea.
18 Assim queimars todo o carneiro sobre o altar;  um holocausto para o Senhor;  cheiro suave, oferta queimada ao Senhor.
19 Depois tomars o outro carneiro, e Aro e seus filhos poro as mos sobre a cabea dele;
20 e imolars o carneiro, e tomars do seu sangue, e o pors sobre a ponta da orelha direita de Aro e sobre a ponta da orelha direita 
de seus filhos, como tambm sobre o dedo polegar da sua mo direita e sobre o dedo polegar do seu p direito; e espargirs o sangue 
sobre o altar ao redor.
21 Ento tomars do sangue que estar sobre o altar, e do leo da uno, e os espargirs sobre Aro e sobre as suas vestes, e sobre 
seus filhos, e sobre as vestes de seus filhos com ele; assim ele ser santificado e as suas vestes, tambm seus filhos e as vestes de seus 
filhos com ele.
22 Depois tomars do carneiro a gordura e a cauda gorda, a gordura que cobre as entranhas e o redenho do fgado, os dois rins com a 
gordura que houver neles e a coxa direita (porque  carneiro de consagrao),
23 e uma fogaa de po, um bolo de po azeitado e um coscoro do cesto dos pes zimos que estar diante do Senhor,
24 e tudo pors nas mos de Aro, e nas mos de seus filhos; e por oferta de movimento o movers perante o Senhor.
25 Depois o tomars das suas mos e o queimars no altar sobre o holocausto, por cheiro suave perante o Senhor;  oferta queimada 
ao Senhor.
26 Tambm tomars o peito do carneiro de consagrao, que  de Aro, e por oferta de movimento o movers perante o Senhor; e isto 
ser a tua poro.
27 E santificars o peito da oferta de movimento e a coxa da oferta alada, depois de movida e alada, isto , aquilo do carneiro de 
consagrao que for de Aro e de seus filhos;
28 e isto ser para Aro e para seus filhos a poro de direito, para sempre, da parte dos filhos de Israel, porque  oferta alada; e 
oferta alada ser dos filhos de Israel, dos sacrifcios das suas ofertas pacficas, oferta alada ao Senhor.
29 As vestes sagradas de Aro ficaro para seus filhos depois dele, para nelas serem ungidos e sagrados.
30 Sete dias os vestir aquele que de seus filhos for sacerdote em seu lugar, quando entrar na tenda da revelao para ministrar no 
lugar santo.
31 Tambm tomars o carneiro de consagrao e cozers a sua carne em lugar santo.
32 E Aro e seus filhos comero a carne do carneiro, e o po que est no cesto,  porta da tenda da revelao;
33 e comero as coisas com que for feita expiao, para consagr-los, e para santific-los; mas delas o estranho no comer, porque 
so santas.
34 E se sobejar alguma coisa da carne da consagrao, ou do po, at pela manh, o que sobejar queimars no fogo; no se comer, 
porque  santo.
35 Assim, pois, fars a Aro e a seus filhos conforme tudo o que te hei ordenado; por sete dias os sagrars.
36 Tambm cada dia oferecers para expiao o novilho de sacrifcio pelo pecado; e purificars o altar, fazendo expiao por ele; e o 
ungirs para santific-lo.
37 Sete dias fars expiao pelo altar, e o santificars; e o altar ser santssimo; tudo o que tocar o altar ser santo.
38 Isto, pois,  o que oferecers sobre o altar: dois cordeiros de um ano cada dia continuamente.
39 Um cordeiro oferecers pela manh, e o outro cordeiro oferecers  tardinha;
40 com um cordeiro a dcima parte de uma efa de flor de farinha, misturada com a quarta parte de um him de azeite batido, e para
libao a quarta parte de um him de vinho.
41 E o outro cordeiro oferecers  tardinha, e com ele fars oferta de cereais como com a oferta da manh, e conforme a sua oferta de
libao, por cheiro suave; oferta queimada  ao Senhor.
42 Este ser o holocausto contnuo por vossas geraes,  porta da tenda da revelao, perante o Senhor, onde vos encontrarei, para
falar contigo ali.
43 E ali virei aos filhos de Israel; e a tenda ser santificada pela minha glria;
44 santificarei a tenda da revelao e o altar; tambm santificarei a Aro e seus filhos, para que me administrem o sacerdcio.
45 Habitarei no meio dos filhos de Israel, e serei o seu Deus;
46 e eles sabero que eu sou o Senhor seu Deus, que os tirei da terra do Egito, para habitar no meio deles; eu sou o Senhor seu Deus.
XODO [30]
1 Fars um altar para queimar o incenso; de madeira de accia o fars.
2 O seu comprimento ser de um cvado, e a sua largura de um cvado; ser quadrado; e de dois cvados ser a sua altura; as suas
pontas formaro uma s pea com ele.
3 De ouro puro o cobrirs, tanto a face superior como as suas paredes ao redor, e as suas pontas; e lhe fars uma moldura de ouro ao 
redor.
4 Tambm lhe fars duas argolas de ouro debaixo da sua moldura; nos dois cantos de ambos os lados as fars; e elas serviro de 
lugares para os varais com que o altar ser levado.
5 Fars tambm os varais de madeira de accia e os cobrirs de ouro.
6 E pors o altar diante do vu que est junto  arca do testemunho, diante do propiciatrio, que se acha sobre o testemunho, onde eu 
virei a ti.
7 E Aro queimar sobre ele o incenso das especiarias; cada manh, quando puser em ordem as lmpadas, o queimar.
8 Tambm quando acender as lmpadas  tardinha, o queimar; este ser incenso perptuo perante o Senhor pelas vossas geraes.
9 No oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem oferta de cereais; nem tampouco derramareis sobre ele ofertas de 
libao.
10 E uma vez no ano Aro far expiao sobre as pontas do altar; com o sangue do sacrifcio de expiao de pecado, far expiao 
sobre ele uma vez no ano pelas vossas geraes; santssimo  ao Senhor.
11 Disse mais o Senhor a Moiss:
12 Quando fizeres o alistamento dos filhos de Israel para sua enumerao, cada um deles dar ao Senhor o resgate da sua alma, 
quando os alistares; para que no haja entre eles praga alguma por ocasio do alistamento.
13 Dar cada um, ao ser alistado, meio siclo, segundo o siclo do santurio (este siclo  de vinte jeiras); meio siclo  a oferta ao 
Senhor.
14 Todo aquele que for alistado, de vinte anos para cima, dar a oferta do Senhor.
15 O rico no dar mais, nem o pobre dar menos do que o meio siclo, quando derem a oferta do Senhor, para fazerdes expiao por 
vossas almas.
16 E tomars o dinheiro da expiao dos filhos de Israel, e o designars para o servio da tenda da revelao, para que sirva de 
memorial a favor dos filhos de Israel diante do Senhor, para fazerdes expiao por vossas almas.
17 Disse mais o Senhor a Moiss:
18 Fars tambm uma pia de bronze com a sua base de bronze, para lavatrio; e a pors entre a tenda da revelao e o altar, e nela 
deitars gua,
19 com a qual Aro e seus filhos lavaro as mos e os ps;
20 quando entrarem na tenda da revelao lavar-se-o com gua, para que no morram, ou quando se chegarem ao altar para 
ministrar, para fazer oferta queimada ao Senhor.
21 Lavaro, pois, as mos e os ps, para que no morram; e isto lhes ser por estatuto perptuo a ele e  sua descendncia pelas suas 
geraes.
22 Disse mais o Senhor a Moiss:
23 Tambm toma das principais especiarias, da mais pura mirra quinhentos siclos, de canela aromtica a metade, a saber, duzentos e 
cinqenta siclos, de clamo aromtico duzentos e cinqenta siclos,
24 de cssia quinhentos siclos, segundo o siclo do santurio, e de azeite de oliveiras um him.
25 Disto fars um leo sagrado para as unes, um perfume composto segundo a arte do perfumista; este ser o leo sagrado para as 
unes.
26 Com ele ungirs a tenda da revelao, a arca do testemunho,
27 a mesa com todos os seus utenslios, o candelabro com os seus utenslios, o altar de incenso,
28 a altar do holocausto com todos os seus utenslios, o altar de incenso,
29 Assim santificars estas coisas, para que sejam santssimas; tudo o que as tocar ser santo.
30 Tambm ungirs a Aro e seus filhos, e os santificars para me administrarem o sacerdcio.
31 E falars aos filhos de Israel, dizendo: Este me ser o leo sagrado para as unes por todas as vossas geraes.
32 No se ungir com ele carne de homem; nem fareis outro de semelhante composio; sagrado , e para vs ser sagrado.
33 O homem que compuser um perfume como este, ou que com ele ungir a um estranho, ser extirpado do seu povo.
34 Disse mais o Senhor a Moiss: Toma especiarias aromticas: estoraque, e nica, e glbano, especiarias aromticas com incenso 
puro; de cada uma delas tomars peso igual;
35 e disto fars incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo;
36 e uma parte dele reduzirs a p e o pors diante do testemunho, na tenda da revelao onde eu virei a ti; coisa santssim vos ser.
37 Ora, o incenso que fareis conforme essa composio, no o fareis para vs mesmos; santo vos ser para o Senhor.
38 O homem que fizer tal como este para o cheirar, ser extirpado do seu povo.
XODO [31]
1 Depois disse o Senhor a Moiss:
2 Eis que eu tenho chamado por nome a Bezaleel, filho de ri, filho de Hur, da tribo de Jud,
3 e o enchi do esprito de Deus, no tocante  sabedoria, ao entendimento,  cincia e a todo ofcio,
4 para inventar obras artsticas, e trabalhar em ouro, em prata e em bronze,
5 e em lavramento de pedras para engastar, e em entalhadura de madeira, enfim para trabalhar em todo ofcio.
6 E eis que eu tenho designado com ele a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de D, e tenho dado sabedoria ao corao de todos os 
homens hbeis, para fazerem tudo o que te hei ordenado,
7 a saber: a tenda da revelao, a arca do testemunho, o propiciatrio que estar sobre ela, e todos os mveis da tenda;
8 a mesa com os seus utenslios, o candelabro de ouro puro com todos os seus utenslios, o altar do incenso,
9 o altar do holocausto com todos os seus utenslios, e a pia com a sua base;
10 as vestes finamente tecidas, as vestes sagradas de Aro, o sacerdote, e as de seus filhos, para administrarem o sacerdcio;
11 o leo da uno, e o incenso aromtico para o lugar santo; eles faro conforme tudo o que te hei mandado.
12 Disse mais o Senhor a Moiss:
13 Falars tambm aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis os meus sbados; porquanto isso  um sinal entre mim e vs 
pelas vossas geraes; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica.
14 Portanto guardareis o sbado, porque santo  para vs; aquele que o profanar certamente ser morto; porque qualquer que nele 
fizer algum trabalho, aquela alma ser exterminada do meio do seu povo.
15 Seis dias se trabalhar, mas o stimo dia ser o sbado de descanso solene, santo ao Senhor; qualquer que no dia do sbado fizer 
algum trabalho, certamente ser morto.
16 Guardaro, pois, o sbado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas geraes como pacto perptuo. ,
17 Entre mim e os filhos de Israel ser ele um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor o cu e a terra, e ao stimo dia 
descansou, e achou refrigrio.
18 E deu a Moiss, quando acabou de falar com ele no monte Sinai, as duas tbuas do testemunho, tbuas de pedra, escritas pelo dedo 
de Deus.
XODO [32]
1 Mas o povo, vendo que Moiss tardava em descer do monte, acercou-se de Aro, e lhe disse: Levanta-te, faze-nos um deus que v 
adiante de ns; porque, quanto a esse Moiss, o homem que nos tirou da terra do Egito, no sabemos o que lhe aconteceu.
2 E Aro lhes disse: Tirai os pendentes de ouro que esto nas orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-
mos.
3 Ento todo o povo, tirando os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, os trouxe a Aro;
4 ele os recebeu de suas mos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundio. Ento eles exclamaram: Eis 
aqui,  Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito.
5 E Aro, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, fazendo uma proclamao, disse: Amanh haver festa ao Senhor.
6 No dia seguinte levantaram-se cedo, ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacficas; e o povo sentou-se a comer e a beber; 
depois levantou-se para folgar.
7 Ento disse o Senhor a Moiss: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir da terra do Egito, se corrompeu;
8 depressa se desviou do caminho que eu lhe ordenei; eles fizeram para si um bezerro de fundio, e adoraram-no, e lhe ofereceram 
sacrifcios, e disseram: Eis aqui,  Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito.
9 Disse mais o Senhor a Moiss: Tenho observado este povo, e eis que  povo de dura cerviz.
10 Agora, pois, deixa-me, para que a minha ira se acenda contra eles, e eu os consuma; e eu farei de ti uma grande nao.
11 Moiss, porm, suplicou ao Senhor seu Deus, e disse:  Senhor, por que se acende a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra 
do Egito com grande fora e com forte mo?
12 Por que ho de falar os egpcios, dizendo: Para mal os tirou, para mat-los nos montes, e para destru-los da face da terra?. Torna-
te da tua ardente ira, e arrepende-te deste mal contra o teu povo.
13 Lembra-te de Abrao, de Isaque, e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo juraste, e lhes disseste: Multiplicarei os vossos 
descendentes como as estrelas do cu, e lhes darei toda esta terra de que tenho falado, e eles a possuiro por herana para sempre.
14 Ento o Senhor se arrependeu do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo.
15 E virou-se Moiss, e desceu do monte com as duas tbuas do testemunho na mo, tbuas escritas de ambos os lados; de um e de 
outro lado estavam escritas.
16 E aquelas tbuas eram obra de Deus; tambm a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tbuas.
17 Ora, ouvindo Josu a voz do povo que jubilava, disse a Moiss: Alarido de guerra h no arraial.
18 Respondeu-lhe Moiss: No  alarido dos vitoriosos, nem alarido dos vencidos, mas  a voz dos que cantam que eu ouo.
19 Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danas, acendeu-se-lhe a ira, e ele arremessou das mos as tbuas, e as despedaou 
ao p do monte.
20 Ento tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo; e, moendo-o at que se tornou em p, o espargiu sobre a gua, e 
deu-o a beber aos filhos de Israel.
21 E perguntou Moiss a Aro: Que te fez este povo, que sobre ele trouxeste tamanho pecado?.
22 Ao que respondeu Aro: No se acenda a ira do meu senhor; tu conheces o povo, como ele  inclinado ao mal.
23 Pois eles me disseram: Faze-nos um deus que v adiante de ns; porque, quanto a esse Moiss, o homem que nos tirou da terra do 
Egito, no sabemos o que lhe aconteceu.
24 Ento eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o. Assim mo deram; e eu o lancei no fogo, e saiu este bezerro.
25 Quando, pois, Moiss viu que o povo estava desenfreado (porque Aro o havia desenfreado, para escrnio entre os seus inimigos),
26 ps-se em p  entrada do arraial, e disse: Quem est ao lado do Senhor, venha a mim. Ao que se ajuntaram a ele todos os filhos de 
Levi.
27 Ento ele lhes disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Cada um ponha a sua espada sobre a coxa; e passai e tornai pelo arraial 
de porta em porta, e mate cada um a seu irmo, e cada um a seu amigo, e cada um a seu vizinho.
28 E os filhos de Levi fizeram conforme a palavra de Moiss; e caram do povo naquele dia cerca de trs mil homens.
29 Porquanto Moiss tinha dito: Consagrai-vos hoje ao Senhor; porque cada um ser contra o seu filho, e contra o seu irmo; para que 
o Senhor vos conceda hoje uma bno.
30 No dia seguinte disse Moiss ao povo Vs tendes cometido grande pecado; agora porm subirei ao Senhor; porventura farei 
expiao por vosso pecado.
31 Assim tornou Moiss ao Senhor, e disse: Oh! este povo cometeu um grande pecado, fazendo para si um deus de ouro.
32 Agora, pois, perdoa o seu pecado; ou se no, risca-me do teu livro, que tens escrito.
33 Ento disse o Senhor a Moiss: Aquele que tiver pecado contra mim, a este riscarei do meu livro.
34 Vai pois agora, conduze este povo para o lugar de que te hei dito; eis que o meu anjo ir adiante de ti; porm no dia da minha 
visitao, sobre eles visitarei o seu pecado.
35 Feriu, pois, o Senhor ao povo, por ter feito o bezerro que Aro formara.
XODO [33]
1 Disse mais o Senhor a Moiss: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito, para a terra a respeito da qual jurei a 
Abrao, a Isaque, e a Jac, dizendo:  tua descendncia a darei.
2 E enviarei um anjo adiante de ti (e lanarei fora os cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus),
3 para uma terra que mana leite e mel; porque eu no subirei no meio de ti, porquanto s povo de cerviz dura; para que no te 
consuma eu no caminho.
4 E quando o povo ouviu esta m notcia, ps-se a prantear, e nenhum deles vestiu os seus atavios.
5 Pois o Senhor tinha dito a Moiss: Dize aos filhos de Israel: s um povo de dura cerviz; se por um s momento eu subir no meio de 
ti, te consumirei; portanto agora despe os teus atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer.
6 Ento os filhos de Israel se despojaram dos seus atavios, desde o monte Horebe em diante.
7 Ora, Moiss costumava tomar a tenda e arm-la fora do arraial, bem longe do arraial; e chamou-lhe a tenda da revelao. E todo 
aquele que buscava ao Senhor saa  tenda da revelao, que estava fora do arraial.
8 Quando Moiss saa  tenda, levantava-se todo o povo e ficava em p cada um  porta da sua tenda, e olhava a Moiss pelas costas, 
at entrar ele na tenda.
9 E quando Moiss entrava na tenda, a coluna de nuvem descia e ficava  porta da tenda; e o Senhor falava com Moiss.
10 Assim via todo o povo a coluna de nuvem que estava  porta da tenda, e todo o povo, levantando-se, adorava, cada um  porta da 
sua tenda.
11 E falava o Senhor a Moiss face a face, como qualquer fala com o seu amigo. Depois tornava Moiss ao arraial; mas o seu 
servidor, o mancebo Josu, filho de Num, no se apartava da tenda.
12 E Moiss disse ao Senhor: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo; porm no me fazes saber a quem hs de enviar comigo. 
Disseste tambm: Conheo-te por teu nome, e achaste graa aos meus olhos.
13 Se eu, pois, tenho achado graa aos teus olhos, rogo-te que agora me mostres os teus caminhos, para que eu te conhea, a fim de 
que ache graa aos teus olhos; e considera que esta nao  teu povo.
14 Respondeu-lhe o Senhor: Eu mesmo irei contigo, e eu te darei descanso.
15 Ento Moiss lhe disse: Se tu mesmo no fores conosco, no nos faas subir daqui.
16 Como, pois, se saber agora que tenho achado graa aos teus olhos, eu e o teu povo? acaso no  por andares tu conosco, de modo 
a sermos separados, eu e o teu povo, de todos os povos que h sobre a face da terra;
17 Ao que disse o Senhor a Moiss: Farei tambm isto que tens dito; porquanto achaste graa aos meus olhos, e te conheo pelo teu 
nome.
18 Moiss disse ainda: Rogo-te que me mostres a tua glria.
19 Respondeu-lhe o Senhor: Eu farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o meu nome Jeov; e terei 
misericrdia de quem eu tiver misericrdia, e me compadecerei de quem me compadecer.
20 E disse mais: No poders ver a minha face, porquanto homem nenhum pode ver a minha face e viver.
21 Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui, sobre a penha, te pors.
22 E quando a minha glria passar, eu te porei numa fenda da penha, e te cobrirei com a minha mo, at que eu haja passado.
23 Depois, quando eu tirar a mo, me vers pelas costas; porm a minha face no se ver.
XODO [34]
1 Ento disse o Senhor a Moiss: Lavra duas tbuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nelas as palavras que estavam nas 
primeiras tbuas, que tu quebraste.
2 Prepara-te para amanh, e pela manh sobe ao monte Sinai, e apresenta-te a mim ali no cume do monte.
3 Mas ningum suba contigo, nem aparea homem algum em todo o monte; nem mesmo se apascentem defronte dele ovelhas ou bois.
4 Ento Moiss lavrou duas tbuas de pedra, como as primeiras; e, levantando-se de madrugada, subiu ao monte Sinai, como o Senhor 
lhe tinha ordenado, levando na mo as duas tbuas de pedra.
5 O Senhor desceu numa nuvem e, pondo-se ali junto a ele, proclamou o nome Jeov.
6 Tendo o Senhor passado perante Moiss, proclamou: Jeov, Jeov, Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande 
em beneficncia e verdade;
7 que usa de beneficncia com milhares; que perdoa a iniqidade, a transgresso e o pecado; que de maneira alguma ter por inocente 
o culpado; que visita a iniqidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos at a terceira e quarta gerao.
8 Ento Moiss se apressou a inclinar-se  terra, e adorou,
9 dizendo: Senhor, se agora tenho achado graa aos teus olhos, v o Senhor no meio de ns; porque este  povo de dura cerviz:; e 
perdoa a nossa iniqidade e o nosso pecado, e toma-nos por tua herana.
10 Ento disse o Senhor: Eis que eu fao um pacto; farei diante de todo o teu povo maravilhas quais nunca foram feitas em toda a 
terra, nem dentro de nao alguma; e todo este povo, no meio do qual ests, ver a obra do Senhor; porque coisa terrvel  o que fao 
contigo.
11 Guarda o que eu te ordeno hoje: eis que eu lanarei fora de diante de ti os amorreus, os cananeus, os heteus, os perizeus, os heveus 
e os jebuseus.
12 Guarda-te de fazeres pacto com os habitantes da terra em que hs de entrar, para que isso no seja por lao no meio de ti.
13 Mas os seus altares derrubareis, e as suas colunas quebrareis, e os seus aserins cortareis
14 (porque no adorars a nenhum outro deus; pois o Senhor, cujo nome  Zeloso,  Deus zeloso),
15 para que no faas pacto com os habitantes da terra, a fim de que quando se prostiturem aps os seus deuses, e sacrificarem aos 
seus deuses, tu no sejas convidado por eles, e no comas do seu sacrifcio;
16 e no tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, para que quando suas filhas se prostiturem aps os seus deuses, no 
faam que tambm teus filhos se prostituam aps os seus deuses.
17 No fars para ti deuses de fundio.
18 A festa dos pes zimos guardars; sete dias comers pes zimos, como te ordenei, ao tempo apontado no ms de abibe; porque 
foi no ms de abibe que saste do Egito.
19 Tudo o que abre a madre  meu; at todo o teu gado, que seja macho, que abre a madre de vacas ou de ovelhas;
20 o jumento, porm, que abrir a madre, resgatars com um cordeiro; mas se no quiseres resgat-lo, quebrar-lhe-s a cerviz. 
Resgatars todos os primognitos de teus filhos. E ningum aparecer diante de mim com as mos vazias.
21 Seis dias trabalhars, mas ao stimo dia descansars; na aradura e na sega descansars.
22 Tambm guardars a festa das semanas, que  a festa das primcias da ceifa do trigo, e a festa da colheita no fim do ano.
23 Trs vezes no ano todos os teus vares aparecero perante o Senhor Jeov, Deus do Israel;
24 porque eu lanarei fora as naes de diante de ti, e alargarei as tuas fronteiras; ningum cobiar a tua terra, quando subires para 
aparecer trs vezes no ano diante do Senhor teu Deus.
25 No sacrificars o sangue do meu sacrifcio com po levedado, nem o sacrifcio da festa da pscoa ficar da noite para a manh.
26 As primeiras das primcias da tua terra trars  casa do Senhor teu Deus. No cozers o cabrito no leite de sua me.
27 Disse mais o Senhor a Moiss: Escreve estas palavras; porque conforme o teor destas palavras tenho feito pacto contigo e com 
Israel.
28 E Moiss esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; no comeu po, nem bebeu gua, e escreveu nas tbuas as 
palavras do pacto, os dez mandamentos.
29 Quando Moiss desceu do monte Sinai, trazendo nas mos as duas tbuas do testemunho, sim, quando desceu do monte, Moiss 
no sabia que a pele do seu rosto resplandecia, por haver Deus falado com ele.
30 Quando, pois, Aro e todos os filhos de Israel olharam para Moiss, eis que a pele do seu rosto resplandecia, pelo que tiveram 
medo de aproximar-se dele.
31 Ento Moiss os chamou, e Aro e todos os prncipes da congregao tornaram a ele; e Moiss lhes falou.
32 Depois chegaram tambm todos os filhos de Israel, e ele lhes ordenou tudo o que o Senhor lhe falara no monte Sinai.
33 Assim que Moiss acabou de falar com eles, ps um vu sobre o rosto.
34 Mas, entrando Moiss perante o Senhor, para falar com ele, tirava o vu at sair; e saindo, dizia aos filhos de Israel o que lhe era 
ordenado.
35 Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moiss, e que a pele do seu rosto resplandecia; e tornava Moiss a pr o vu sobre 
o seu rosto, at entrar para falar com Deus.
XODO [35]
1 Ento Moiss convocou toda a congregao dos filhos de Israel, e disse-lhes: Estas so as palavras que o Senhor ordenou que 
cumprsseis.
2 Seis dias se trabalhar, mas o stimo dia vos ser santo, sbado de descanso solene ao Senhor; todo aquele que nele fizer qualquer 
trabalho ser morto.
3 No acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sbado.
4 Disse mais Moiss a toda a congregao dos filhos de Israel: Esta  a palavra que o Senhor ordenou dizendo:
5 Tomai de entre vs uma oferta para o Senhor; cada um cujo corao  voluntariamente disposto a trar por oferta alada ao Senhor: 
ouro, prata e bronze,
6 como tambm azul, prpura, carmesim, linho fino, pelos de cabras,
7 peles de carneiros tintas de vermelho, peles de golfinhos, madeira de accia,
8 azeite para a luz, especiarias para o leo da uno e para o incenso aromtico,
9 pedras de berilo e pedras de engaste para o fode e para o peitoral.
10 E venham todos os homens hbeis entre vs, e faam tudo o que o Senhor tem ordenado:
11 o tabernculo, a sua tenda e a sua coberta, os seus colchetes e as suas tbuas, os seus travesses, as suas colunas e as suas bases;
12 a arca e os seus varais, o propiciatrio, e o vu e reposteiro;
13 a mesa e os seus varais, todos os seus utenslios, e os pes da proposio;
14 o candelabro para a luz, os seus utenslios, as suas lmpadas, e o azeite para a luz;
15 o altar do incenso e os seus varais, o leo da uno e o incenso aromtico, e o reposteiro da porta para a entrada do tabernculo;
16 o altar do holocausto com o seu crivo de bronze, os seus varais, e todos os seus utenslios; a pia e a sua base;
17 as cortinas do trio, as suas colunas e as suas bases, o reposteiro para a porta do trio;
18 as estacas do tabernculo, as estacas do trio, e as suas cordas;
19 as vestes finamente tecidas, para o uso no ministrio no lugar santo, as vestes sagradas de Aro, o sacerdote, e as vestes de seus 
filhos, para administrarem o sacerdcio.
20 Ento toda a congregao dos filhos de Israel saiu da presena de Moiss.
21 E veio todo homem cujo corao o moveu, e todo aquele cujo esprito o estimulava, e trouxeram a oferta alada do Senhor para a 
obra da tenda da revelao, e para todo o servio dela, e para as vestes sagradas.
22 Vieram, tanto homens como mulheres, todos quantos eram bem dispostos de corao, trazendo broches, pendentes, anis e 
braceletes, sendo todos estes jias de ouro; assim veio todo aquele que queria fazer oferta de ouro ao Senhor.
23 E todo homem que possua azul, prpura, carmesim, linho fino, pelos de cabras, peles de carneiros tintas de vermelho, ou peles de 
golfinhos, os trazia.
24 Todo aquele que tinha prata ou metal para oferecer, o trazia por oferta alada ao Senhor; e todo aquele que possua madeira de 
accia, a trazia para qualquer obra do servio.
25 E todas as mulheres hbeis fiavam com as mos, e traziam o que tinham fiado, o azul e a prpura, o carmesim e o linho fino.
26 E todas as mulheres hbeis que quisessem fiavam os pelos das cabras.
27 Os prncipes traziam pedras de berilo e pedras de engaste para o fode e para o peitoral,
28 e as especiarias e o azeite para a luz, para o leo da uno e para o incenso aromtico.
29 Trouxe uma oferta todo homem e mulher cujo corao voluntariamente se moveu a trazer alguma coisa para toda a obra que o 
senhor ordenara se fizesse por intermdio de Moiss; assim trouxeram os filhos de Israel uma oferta voluntria ao Senhor.
30 Depois disse Moiss aos filhos de Israel: Eis que o Senhor chamou por nome a Bezaleel, filho de ri, filho de Hur, da tribo de Jud,
31 e o encheu do esprito de Deus, no tocante  sabedoria, ao entendimento,  cincia e a todo ofcio,
32 para inventar obras artsticas, para trabalhar em ouro, em prata e em bronze,
33 em lavramento de pedras para engastar, em entalhadura de madeira, enfim, para trabalhar em toda obra fina.
34 Tambm lhe disps o corao para ensinar a outros; a ele e a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de D,
35 a estes encheu de sabedoria do corao para exercerem todo ofcio, seja de gravador, de desenhista, de bordador em azul, prpura, 
carmesim e linho fino, de tecelo, enfim, dos que exercem qualquer ofcio e dos que inventam obras artsticas.
XODO [36]
1 Assim trabalharo Bezaleel e Aoliabe, e todo homem hbil, a quem o Senhor deu sabedoria e entendimento, para saberem exercer 
todo ofcio para o servio do santurio, conforme tudo o que o Senhor tem ordenado.
2 Ento Moiss chamou a Bezaleel e a Aoliabe, e a todo homem hbil, em cujo corao Deus tinha posto sabedoria, isto , a todo 
aquele cujo corao o moveu a se chegar  obra para faz-la;
3 e receberam de Moiss toda a oferta alada, que os filhos de Israel tinham do para a obra do servio do santurio, para faz-la; e 
ainda eles lhe traziam cada manh ofertas voluntrias.
4 Ento todos os sbios que faziam toda a obra do santurio vieram, cada um da obra que fazia,
5 e disseram a Moiss: O povo traz muito mais do que  necessrio para o servio da obra que o Senhor ordenou se fizesse.
6 Pelo que Moiss deu ordem, a qual fizeram proclamar por todo o arraial, dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faa mais obra 
alguma para a oferta alada do santurio. Assim o povo foi proibido de trazer mais.
7 Porque o material que tinham era bastante para toda a obra, e ainda sobejava.
8 Assim todos os homens hbeis, dentre os que trabalhavam na obra, fizeram o tabernculo de dez cortinas de linho fino torcido, de 
azul, de prpura e de carmesim, com querubins, obra de artfice.
9 O comprimento de cada cortina era de vinte e oito cvados, e a largura de quatro cvados; todas as cortinas eram da mesma medida.
10 Ligaram cinco cortinas uma com outra; e as outras cinco da mesma maneira.
11 Fizeram laadas de azul na orla da ltima cortina do primeiro grupo; assim, tambm fizeram na orla da primeira cortina do 
segundo grupo.
12 Cinqenta laadas fizeram na orla de uma cortina, e cinqenta laadas na orla da outra, do segundo grupo; as laadas eram 
contrapostas uma  outra.
13 Tambm fizeram cinqenta colchetes de ouro, e com estes colchetes uniram as cortinas, uma com outra; e o tabernculo veio a ser 
um todo.
14 Fizeram tambm cortinas de pelos de cabras para servirem de tenda sobre o tabernculo; onze cortinas fizeram.
15 O comprimento de cada cortina era de trinta cvados, e a largura de quatro cvados; as onze cortinas eram da mesma medida.
16 uniram cinco destas cortinas  parte, e as outras seis  parte.
17 Fizeram cinqenta laadas na orla da ltima cortina do primeiro grupo, e cinqenta laadas na orla da primeira cortina do segundo 
grupo.
18 Fizeram tambm cinqenta colchetes de bronze, para ajuntar a tenda, para que viesse a ser um todo.
19 Fizeram para a tenda uma cobertura de peles de carneiros tintas de vermelho, e por cima desta uma cobertura de peles de golfinhos.
20 Tambm fizeram, de madeira de accia, as tbuas para o tabernculo, as quais foram colocadas verticalmente.
21 O comprimento de cada tbua era de dez cvados, e a largura de um cvado e meio.
22 Cada tbua tinha duas couceiras, unidas uma  outra; assim fizeram com todas as tbuas do tabernculo.
23 Assim, pois, fizeram as tbuas para o tabernculo; vinte tbuas para o lado que d para o sul;
24 e fizeram quarenta bases de prata para se pr debaixo das vinte tbuas: duas bases debaixo de uma tbua para as suas duas 
couceiras, e duas debaixo de outra, para as duas couceiras dela.
25 Tambm para o segundo lado do tabernculo, o que d para o norte, fizeram vinte tbuas,
26 com as suas quarenta bases de prata, duas bases debaixo de uma tbua, e duas bases debaixo de outra.
27 Para o lado posterior do tabernculo, o que d para o ocidente, fizeram seis tbuas.
28 E para os dois cantos do tabernculo no lado posterior, fizeram mais duas tbuas.
29 Por baixo eram duplas, do mesmo modo se estendendo at a primeira argola, em cima; assim fizeram com as duas tbuas nos dois 
cantos.
30 Assim havia oito tbuas com as suas bases de prata, a saber, dezesseis bases, duas debaixo de cada tbua.
31 Fizeram tambm travesses de madeira de accia: cinco travesses para as tbuas de um lado do tabernculo,
32 e cinco para as tbuas do outro lado do tabernculo, e outros cinco para as tbuas do tabernculo no lado posterior, o que d para o 
ocidente.
33 Fizeram que o travesso do meio passasse ao meio das tbuas duma extremidade at a outra.
34 E cobriram as tbuas de ouro, e de ouro fizeram as suas argolas como lugares para os travesses; tambm os travesses cobriu de
ouro.
35 Fizeram ento o vu de azul, prpura, carmesim e linho fino torcido; com querubins, obra de artfice, o fizeram.
36 E fizeram-lhe quatro colunas de madeira de accia e as cobriram de ouro; e seus colchetes fizeram de ouro; e fundiram-lhes quatro
bases de prata.
37 Fizeram tambm para a porta da tenda um reposteiro de azul, prpura, carmesim e linho fino torcido, obra de bordador,
38 com as suas cinco colunas e os seus colchetes; e de ouro cobriu os seus capitis e as suas faixas; e as suas cinco bases eram de
bronze.
XODO [37]
1 Fez tambm Bezaleel a arca de madeira de accia; o seu comprimento era de dois cvados e meio, a sua largura de um cvado e
meio, e a sua altura de um cvado e meio.
2 Cobriu-a de ouro puro por dentro e por fora, fez-lhe uma moldura de ouro ao redor,
3 e fundiu-lhe quatro argolas de ouro nos seus quatro cantos, duas argolas num lado e duas no outro.
4 Tambm fez varais de madeira de accia, e os cobriu de ouro;
5 e meteu os varais pelas argolas aos lados da arca, para se levar a arca.
6 Fez tambm um propiciatrio de ouro puro; o seu comprimento era de dois cvados e meio, e a sua largura de um cvado e meio.
7 Fez tambm dois querubins de ouro; de ouro batido os fez nas duas extremidades do propiciatrio,
8 um querubim numa extremidade, e o outro querubim na outra; de uma s pea com o propiciatrio fez os querubins nas duas 
extremidades dele.
9 E os querubins estendiam as suas asas por cima do propiciatrio, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; 
para o propiciatrio estavam voltadas as faces dos querubins.
10 Fez tambm a mesa de madeira de accia; o seu comprimento era de dois cvados, a sua largura de um cvado, e a sua altura de 
um cvado e meio.
11 cobriu-a de ouro puro, e fez-lhe uma moldura de ouro ao redor.
12 Fez-lhe tambm ao redor uma guarnio de quatro dedos de largura, e ao redor na guarnio fez uma moldura de ouro.
13 Fundiu-lhe tambm nos quatro cantos que estavam sobre os seus quatro ps.
14 Junto da guarnio estavam as argolas para os lugares dos varais, para se levar a mesa.
15 Fez tambm estes varais de madeira de accia, e os cobriu de ouro, para se levar a mesa.
16 E de ouro puro fez os utenslios que haviam de estar sobre a mesa, os seus pratos e as suas colheres, as suas tigelas e os seus 
cntaros, com que se haviam de oferecer as libaes.
17 Fez tambm o candelabro de ouro puro; de ouro batido fez o candelabro, tanto o seu pedestal como a sua haste; os seus copos, os 
seus clices e as suas corolas formavam com ele uma s pea.
18 Dos seus lados saam seis braos: trs de um lado do candelabro e trs do outro lado.
19 Em um brao havia trs copos a modo de flores de amndoa, com clice e corola; igualmente no outro brao trs copos a modo de 
flores de amndoa, com clice e corola; assim se fez com os seis braos que saam do candelabro.
20 Mas na haste central havia quatro copos a modo de flores de amndoa, com os seus clices e as suas corolas;
21 tambm havia um clice debaixo de dois braos, formando com a haste uma s pea, e outro clice debaixo de dois outros braos, 
de uma s pea com a haste, e ainda outro clice debaixo de dois outros braos, de uma s pea com a haste; e assim se fez para os 
seis braos que saam da haste.
22 Os seus clices e os seus braos formavam uma s pea com a haste; o todo era uma obra batida de ouro puro.
23 Tambm de ouro puro lhe fez as lmpadas, em nmero de sete, com os seus espevitadores e os seus cinzeiros.
24 De um talento de ouro puro fez o candelabro e todos os seus utenslios.
25 De madeira de accia fez o altar do incenso; de um cvado era o seu comprimento, e de um cvado a sua largura, quadrado, e de 
dois cvados a sua altura; as suas pontas formavam uma s pea com ele.
26 Cobriu-o de ouro puro, tanto a face superior como as suas paredes ao redor, e as suas pontas, e fez-lhe uma moldura de ouro ao 
redor.
27 Fez-lhe tambm duas argolas de ouro debaixo da sua moldura, nos dois cantos de ambos os lados, como lugares dos varais, para 
com eles se levar o altar.
28 E os varais fez de madeira de accia, e os cobriu de ouro.
29 Tambm fez o leo sagrado da uno, e o incenso aromtico, puro, qual obra do perfumista.
XODO [38]
1 Fez tambm o altar do holocausto de madeira de accia; de cinco cvados era o seu comprimento e de cinco cvados a sua largura, 
quadrado, e de trs cvados a sua altura.
2 E fez-lhe pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas formavam uma s pea com ele; e cobriu-o de bronze.
3 Fez tambm todos os utenslios do altar: os cinzeiros, as ps, as bacias, os garfos e os braseiros; todos os seus utenslios fez de 
bronze.
4 Fez tambm para o altar um crivo de bronze em forma de rede, em baixo da borda ao redor, chegando ele at o meio do altar.
5 E fundiu quatro argolas para as quatro extremidades do crivo de bronze, como lugares dos varais.
6 E fez os varais de madeira de accia, e os cobriu de bronze.
7 E meteu os varais pelas argolas aos lados do altar, para com eles se levar o altar; f-lo oco, de tbuas.
8 Fez tambm a pia de bronze com a sua base de bronze, dos espelhos das mulheres que se reuniam e ministravam  porta da tenda da 
revelao.
9 Fez tambm o trio. Para o lado meridional as cortinas eram de linho fino torcido, de cem cvados de comprimento.
10 As suas colunas eram vinte, e vinte as suas bases, todas de bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas eram de prata.
11 Para o lado setentrional as cortinas eram de cem cvados; as suas colunas eram vinte, e vinte as suas bases, todas de bronze; os 
colchetes das colunas e as suas faixas eram de prata.
12 Para o lado ocidental as cortinas eram de cinqenta cvados; as suas colunas eram dez, e as suas bases dez; os colchetes das 
colunas e as suas faixas eram de prata.
13 E para o lado oriental eram as cortinas de cinqenta cvados.
14 As cortinas para um lado da porta eram de quinze cvados; as suas colunas eram trs e as suas bases trs.
15 Do mesmo modo para o outro lado; de um e de outro lado da porta do trio havia cortinas de quinze cvados; as suas colunas eram 
trs e as suas bases trs.
16 Todas as cortinas do trio ao redor eram de linho fino torcido.
17 As bases das colunas eram de bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas eram de prata; o revestimento dos seus capitis era 
de prata; e todas as colunas do trio eram cingidas de faixas de prata.
18 O reposteiro da porta do trio era de azul, prpura, carmesim e linho fino torcido, obra de bordador; o comprimento era de vinte 
cvados, e a altura, na largura, de cinco cvados, conforme a altura das cortinas do trio.
19 As suas colunas eram quatro, e quatro as suas bases, todas de bronze; os seus colchetes eram de prata, como tambm o 
revestimento dos capitis, e as suas faixas.
20 E todas as estacas do tabernculo e do trio ao redor eram de bronze.
21 Esta  a enumerao das coisas para o tabernculo, a saber, o tabernculo do testemunho, que por ordem de Moiss foram contadas 
para o ministrio dos levitas, por intermdio de Itamar, filho de Aro, o sacerdote.
22 Fez, pois, Bezaleel, filho de ri, filho de Hur, da tribo de Jud, tudo quanto o Senhor tinha ordenado a Moiss;
23 e com ele Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de D, gravador, desenhista, e bordador em azul, prpura, carmesim e linho fino.
24 Todo o ouro gasto na obra, em toda a obra do santurio, a saber, o ouro da oferta, foi vinte e nove talentos e setecentos e trinta
siclos, conforme o siclo do santurio.
25 A prata dos arrolados da congregao montou em cem talentos e mil setecentos setenta e cinco siclos, conforme o siclo do
santurio;
26 um beca para cada cabea, isto , meio siclo, conforme o siclo do santurio, de todo aquele que passava para os arrolados, da idade
de vinte anos e acima, que foram seiscentos e trs mil quinhentos e cinqenta.
27 E houve cem talentos de prata para fundir as bases do santurio e as bases do vu; para cem bases eram cem talentos, um talento
para cada base.
28 Mas dos mil setecentos e setenta e cinco siclos, fez colchetes para as colunas, e cobriu os seus capitis e fez-lhes as faixas.
29 E o bronze da oferta foi setenta talentos e dois mil e quatrocentos siclos.
30 Dele fez as bases da porta da tenda da revelao, o altar de bronze, e o crivo de bronze para ele, todos os utenslios do altar,
31 as bases do trio ao redor e as bases da porta do trio, todas as estacas do tabernculo e todas as estacas do trio ao redor.
XODO [39]
1 Fizeram tambm de azul, prpura e carmesim as vestes, finamente tecidas, para ministrar no lugar santo, e fizeram as vestes 
sagradas para Aro, como o Senhor ordenara a Moiss.
2 Assim se fez o fode de ouro, azul, prpura, carmesim e linho fino torcido;
3 bateram o ouro em lminas delgadas, as quais cortaram em fios, para entretec-lo no azul, na prpura, no carmesim e no linho fino, 
em obra de desenhista;
4 fizeram-lhe ombreiras que se uniam; assim pelos seus dois cantos superiores foi ele unido.
5 E o cinto da obra esmerada do fode, que estava sobre ele, formava com ele uma s pea e era de obra semelhante, de ouro, azul, 
prpura, carmesim e linho fino torcido, como o Senhor ordenara a Moiss.
6 Tambm prepararam as pedras de berilo, engastadas em ouro, lavradas como a gravura de um selo, com os nomes dos filhos de 
Israel;
7 as quais puseram sobre as ombreiras do fode para servirem de pedras de memorial para os filhos de Israel, como o Senhor ordenara 
a Moiss.
8 Fez-se tambm o peitoral de obra de desenhista, semelhante  obra do fode, de ouro, azul, prpura, carmesim e linho fino torcido.
9 Quadrado e duplo fizeram o peitoral; o seu comprimento era de um palmo, e a sua largura de um palmo, sendo ele dobrado. f
10 E engastaram nele quatro fileiras de pedras: a primeira delas era de um srdio, um topzio e uma esmeralda;
11 a segunda fileira era de uma granada, uma safira e um nix;
12 a terceira fileira era de um jacinto, uma gata e uma ametista;
13 e a quarta fileira era de uma crislita, um berilo e um jaspe; eram elas engastadas nos seus engastes de ouro.
14 Estas pedras, pois, eram doze, segundo os nomes dos filhos de Israel; eram semelhantes a gravuras de selo, cada uma com o nome 
de uma das doze tribos.
15 Tambm fizeram sobre o peitoral cadeiazinhas, semelhantes a cordas, obra de trana, de ouro puro.
16 Fizeram tambm dois engastes de ouro e duas argolas de ouro, e fixaram as duas argolas nas duas extremidades do peitoral.
17 E meteram as duas cadeiazinhas de trana de ouro nas duas argolas, nas extremidades do peitoral.
18 E as outras duas pontas das duas cadeiazinhas de trana meteram nos dois engastes, e as puseram sobre as ombreiras do fode, na 
parte dianteira dele.
19 Fizeram outras duas argolas de ouro, que puseram nas duas extremidades do peitoral, na sua borda que estava junto ao fode por 
dentro.
20 Fizeram mais duas argolas de ouro, que puseram nas duas ombreiras do fode, debaixo, na parte dianteira dele, junto  sua costura, 
acima do cinto de obra esmerada do fode.
21 E ligaram o peitoral, pelas suas argolas, s argolas do fode por meio de um cordo azul, para que estivesse sobre o cinto de obra 
esmerada do fode, e o peitoral no se separasse do fode, como o Senhor ordenara a Moiss.
22 Fez-se tambm o manto do fode de obra tecida, todo de azul,
23 e a abertura do manto no meio dele, como a abertura de cota de malha; esta abertura tinha um debrum em volta, para que no se 
rompesse.
24 Nas abas do manto fizeram roms de azul, prpura e carmesim, de fio torcido.
25 Fizeram tambm campainhas de ouro puro, pondo as campainhas nas abas do manto ao redor, entremeadas com as roms;
26 uma campainha e uma rom, outra campainha e outra rom, nas abas do manto ao redor, para uso no ministrio, como o Senhor 
ordenara a Moiss.
27 Fizeram tambm as tnicas de linho fino, de obra tecida, para Aro e para seus filhos,
28 e a mitra de linho fino, e o ornato das tiaras de linho fino, e os cales de linho fino torcido,
29 e o cinto de linho fino torcido, e de azul, prpura e carmesim, obra de bordador, como o Senhor ordenara a Moiss.
30 Fizeram tambm, de ouro puro, a lmina da coroa sagrada, e nela gravaram uma inscrio como a gravura de um selo: SANTO AO 
SENHOR.
31 E a ela ataram um cordo azul, para prend-la  parte superior da mitra, como o Senhor ordenara a Moiss.
32 Assim se acabou toda a obra do tabernculo da tenda da revelao; e os filhos de Israel fizeram conforme tudo o que o Senhor 
ordenara a Moiss; assim o fizeram.
33 Depois trouxeram a Moiss o tabernculo, a tenda e todos os seus utenslios, os seus colchetes, as suas tbuas, os seus travesses, 
as suas colunas e as suas bases;
34 e a cobertura de peles de carneiros tintas de vermelho, e a cobertura de peles de golfinhos, e o vu do reposteiro;
35 a arca do testemunho com os seus varais, e o propiciatrio;
36 a mesa com todos os seus utenslios, e os pes da proposio;
37 o candelabro puro com suas lmpadas todas em ordem, com todos os seus utenslios, e o azeite para a luz;
38 tambm o altar de ouro, o leo da uno e o incenso aromtico, e o reposteiro para a porta da tenda;
39 o altar de bronze e o seu crivo de bronze, os seus varais, e todos os seus utenslios; a pia e a sua base;
40 as cortinas do trio, as suas colunas e as suas bases, e o reposteiro para a porta do trio, as suas cordas e as suas estacas, e todos os 
utenslios do servio do tabernculo, para a tenda da revelao;
41 as vestes finamente tecidas para uso no ministrio no lugar santo, e as vestes sagradas para Aro, o sacerdote, e as vestes para seus 
filhos, para administrarem o sacerdcio.
42 Conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moiss, assim fizeram os filhos de Israel toda a obra.
43 Viu, pois, Moiss toda a obra, e eis que a tinham feito; como o Senhor ordenara, assim a fizeram; ento Moiss os abenoou.
XODO [40]
1 Depois disse o Senhor a Moiss:
2 No primeiro ms, no primeiro dia do ms, levantars o tabernculo da tenda da revelao,
3 e pors nele a arca do testemunho, e resguardaras a arca com o vu.
4 Depois colocars nele a mesa, e pors em ordem o que se deve pr em ordem nela; tambm colocars nele o candelabro, e acenders
as suas lmpadas.
5 E pors o altar de ouro para o incenso diante da arca do testemunho; ento pendurars o reposteiro da porta do tabernculo.
6 E pors o altar do holocausto diante da porta do tabernculo da tenda da revelao.
7 E pors a pia entre a tenda da revelao e o altar, e nela deitars gua.
8 Depois levantars as cortinas do trio ao redor, e pendurars o reposteiro da porta do trio.
9 Ento tomars o leo da uno e ungirs o tabernculo, e tudo o que h nele; e o santificars, a ele e a todos os seus mveis; e ser 
santo.
10 Ungirs tambm o altar do holocausto, e todos os seus utenslios, e santificars o altar; e o altar ser santssimo.
11 Ento ungirs a pia e a sua base, e a santificars.
12 E fars chegar Aro e seus filhos  porta da tenda da revelao, e os lavars com gua.
13 E vestirs Aro das vestes sagradas, e o ungirs, e o santificars, para que me administre o sacerdcio.
14 Tambm fars chegar seus filhos, e os vestirs de tnicas,
15 e os ungirs como ungiste a seu pai, para que me administrem o sacerdcio, e a sua uno lhes ser por sacerdcio perptuo pelas 
suas geraes.
16 E Moiss fez conforme tudo o que o Senhor lhe ordenou; assim o fez.
17 E no primeiro ms do segundo ano, no primeiro dia do ms, o tabernculo foi levantado.
18 Levantou, pois, Moiss o tabernculo: lanou as suas bases; armou as suas tbuas e nestas meteu os seus travesses; levantou as 
suas colunas;
19 estendeu a tenda por cima do tabernculo, e ps a cobertura da tenda sobre ela, em cima, como o Senhor lhe ordenara.
20 Ento tomou o testemunho e p-lo na arca, ajustou  arca os varais, e ps-lhe o propiciatrio em cima.
21 Depois introduziu a arca no tabernculo, e pendurou o vu do reposteiro, e assim resguardou a arca do testemunho, como o Senhor 
lhe ordenara.
22 Ps tambm a mesa na tenda da revelao, ao lado do tabernculo para o norte, fora do vu,
23 e sobre ela ps em ordem o po perante o Senhor, como o Senhor lhe ordenara.
24 Ps tambm na tenda da revelao o candelabro defronte da mesa, ao lado do tabernculo para o sul,
25 e acendeu as lmpadas perante o Senhor, como o Senhor lhe ordenara.
26 Ps o altar de ouro na tenda da revelao diante do vu,
27 e sobre ele queimou o incenso de especiarias aromticas, como o Senhor lhe ordenara.
28 Pendurou o reposteiro : porta do tabernculo,
29 e ps o altar do holocausto  porta do tabernculo da tenda da revelao, e sobre ele ofereceu o holocausto e a oferta de cereais,
como o Senhor lhe ordenara.
30 Depois: colocou a pia entre a tenda da revelao e o altar, e nela deitou gua para a as ablues.
31 E junto dela Moiss, e Aro e seus filhos lavaram as mos e os ps.
32 Quando entravam na tenda da revelao, e quando chegavam ao altar, lavavam-se, como o Senhor ordenara a Moiss.
33 Levantou tambm as cortinas do trio ao redor do tabernculo e do altar e pendurou o reposteiro da porta do trio. Assim Moiss
acabou a obra.
34 Ento a nuvem cobriu a tenda da revelao, e a glria do Senhor encheu o tabernculo;
35 de maneira que Moiss no podia entrar na tenda da revelao, porquanto a nuvem repousava sobre ela, e a glria do Senhor
enchia o tabernculo.
36 Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernculo, prosseguiam os filhos de Israel, em todas as suas jornadas;
37 se a nuvem, porm, no se levantava, no caminhavam at o dia em que ela se levantasse.
38 Porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa
de Israel, em todas as suas jornadas.
